Friday, June 26, 2009

black and white

Michael Jackson (1958- 2009)

Minha homenagem singela ao maior ícone da cultura pop contemporânea. Quem diz maior supõe uma comparação dentro de determinada série de coisas comparáveis. Você é mais que isso: você foi literamente fora de série, porque fundador dela: inventou o pop dos dias de hoje, há quase trinta anos. Depois de você, só imitadores. Pequeninos e canastrões na maioria, mas imitadores, todos. Simulacros. O standard é você. Para virar mito, só faltava isso: morrer cedo demais. Não deu outra.. Good-bye, mito! Hello, mito! Como todo mito, como todo arquétipo, a ambiguidade em pessoa. "Bom" e "mau". Black and white. Luz e sombra, para além dos holofotes de uma sociedade que ama ter fantoches úteis para se chupar e depois julgar e jogar fora feito bagaço. Pois você escapou do circo. Não se deixou assimilar, ainda que ao preço, dizem as ôtoridades, da "sanidade". Louco ou Gênio? Perverso ou Ingênuo? Homem ou Lobisomem? Conto de Peter Pan ou Thriller de horror? Deixe que os achistas tentem te definir por dicotomias rasas na planície. Pois você paira acima, bem acima, leve e carismático, com seus passos de Fred Astaire, num vídeoclipe eternamente jovem.

2 comments:

Anonymous said...

Rei do Pop, apesar do declínio artístico e pessoal, ainda não havia perdido a majestade. E, neste momento em que piadas infames sobre sua morte pipocam aqui e acolá, prefiro recordar o diálogo entre um padre e um fiel no excelente filme argentino "O Filho da Noiva":

- Deus não é velho, nem jovem. Nem branco, nem negro. Nem homem, nem mulher.
- Ora, padre, este não é Deus. É o Michael Jackson!

Unzuhause said...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

AFFFFFFFFEEEEEEEEEE