I saw the sign(Ace of Base)
I got a new life
You would hardly recognize me
Im so glad
How can a person like me care for you
Why do I bother
When you re not the one for me
Is enough enough
I saw the sign and it opened up my eyes
I saw the sign
Life is demanding without understanding
I saw the sign and it opened up my eyes
I saw the sign
No ones gonna drag you up
To get into the light where you belong
But where do you belong
Under the pale moon
For so many years
Ive wondered
Who you are
How can a person like you bring me joy
Under the pale moon
Where I see a lot of stars
Is enough enough
I saw the sign and it opened up my eyes
I saw the sign
Life is demanding without understanding
I saw the sign and it opened up my eyes
I saw the sign
No ones gonna drag you up
To get into the light where you belong
But where do you belong
I saw the sign and it opened up my mind
And I am happy now
Living without you
Ive left you all alone
I saw the sign and it opened up my eyes
I saw the sign
No ones gonna drag you up
To get into the light where you belong
I saw the sign and it opened up my eyes
I saw the sign
Para um amante como eu da psicologia profunda, particularmante em sua vertente junguiana, os sinais que vemos nos sonhos são sempre muito valiosos.
Não por alguma superstição teórica, como é irritantemente frequente em certa sub-literatura junguiana, notadamente aquela dos "dicionários de símbolos".
Mas sobretudo como um instrumento de trabalho, um subsídio para a construção, no consultório e na vida, do que Jung chamou de a função transcendente: a união dos conteúdos conscientes e inconscientes de um indivíduo, a passagem a uma nova atitude psíquica e prática, impulsionada pela convergência do que antes era a cisão neurótica entre a luz e a sombra da alma.
Um inconveniente, porém, para meu trabalho com os sinais dos sonhos é meu sono agitado. E em parte como causa, em parte como efeito, essa agitação interna se liga, na maioria das noites, ao hábito ruim de dormir com televisão ligada. Mais recentemente, descobri no meu controle remoto uns canais só de música, de diferentes gêneros, e isso tem "ninado" melhor minha viagem ao reino de Morpheus.
Foi o que aconteceu nesta madrugada, mas só depois de acordar umas quatro da manhã com o barulho de algum canal convencional, acho que meu adorado Sportv, ainda mais adorado quando tem pra noticiar e mostrar mais uma vitória do Coringão, como ontem (2 a 1 contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão).
Sei que meu sono subitamente virou fumaça. Levantei, tomei uma coca, voltei, passei de um canal a outro, até a surpresa: no canal Multishow, um programa com videoclipes clássicos, eu pego o finalzinho do clipe do Ace of Base, música "I Saw the Sign" (eu vi o sinal).
Não sou conhecedor profundo desse gênero de música, apenas tenho sintonia com sua época (anos 90) e seu lugar (as baladas de então). Que saudades me deu!! O descompromisso, o estudo pra mim mesmo, a família, o avô e o jogo de xadrez, a avó e a mesada, a gargalhada falando besteira, e móooito beijo na boca das "minas", meninas muito lindas, embora sem lá grande afinidade de conversa. Aliás, tanto melhor: tímido e travado como eu era, meu melhor xaveco, nessas situações imediatistas como a balada, sempre foram os olhos verdes rs, por isso, em nome da visibilidade estratégica, tratava de levá-las da escuridão da pista para, por exemplo, a área das bebidas rs.
Tô mudado, mais idade (embora já sem a barba de dias atrás, chega de parecer velho monástico rs), mais preocupações, compromissos. Faz tempo que não vejo as "minas" dançando ousadas e sensuais esse som de Ace of Base. Sei que as danças continuam, até mais ousadas, mas confesso que não tenho mais o mesmo saco pra ambiente barulhento e apertado, e tampouco sou chegado na vulgaridade, na certa "facilidade" excessiva que o mercado dos prazeres hoje bamboleia e joga na nossa cara.
De todo modo, ou por isso mesmo, repito, bateu saudade. Sono demorou mais pra voltar, mas acordei feliz, corri pro youtube rs, e na boca o "Sign" que eu vi e ouvi da nostalgia, do tempo.
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