
Como entre os gregos, é a expiação da hybris (soberba) pela queda do trono e por um novo saber que provém do sofrer; na fé ancestral do povo oprimido, é a esperança dos pobres pela redenção contra as injustiças que mancham a Terra; na sabedoria de Jung, é a enantiodromia, a revolta e a viravolta que jorram feito tsunami do inconsciente para destruir e recriar, semeando novo equilíbrio profundo do Si-Mesmo, na terra devastada que restou do que eram antes as casinhas idiotas, brinquedinhos fúteis e a polícia arrogante e cega do ego obsessivo (obsessio é "ato de sentar-se diante, bloqueando a passagem", ob-cercar).
O Cântico de Maria é o Cântico da Libertação, que age em nossas almas no doloroso transtempo do vivenciar humano da Verdade eterna.
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"Maria, então, disse:
'Minha alma engrandece o Senhor,
e meu espírito exulta em Deus em meu Salvador,
porque olhou para a humilhação de sua serva.
Sim! Doravante as gerações todas
me chamarão de bem-aventurada,
pois o Todo-poderoso fez grandes coisas
em meu favor.
Seu nome é santo
e sua misericórdia perdura de geração em geração,
para aqueles que o temem.
Agiu com a força de seu braço,
dispersou os homens de coração orgulhoso.
Depôs poderosos de seus tronos,
e a humildes exaltou.
Cumulou de bens os famintos
e despediu ricos de mãos vazias.
Socorreu Israel seu servo,
lembrado de sua misericórdia
-conforme prometera a nossos pais-
em favor de Abraaão e de sua descendência, para sempre!'"
(Lc 1, 46-56)
1 comments:
Quanta contra-dição e dicção!
Maria e Diógenes quase de mãos dadas?
Rogai por nós mesmo! rs
Beijos.
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