Wednesday, June 26, 2013

santos do dia - fundador do Opus Dei

 

Este meu diário místico tem a honra de celebrar, com a Igreja universal, o dia dedicado à memória do fundador do Opus Dei, poderosa prelazia da Igreja Católica, envolta em aura de mistério e escândalo, mas que, ao lado da Ordem jesuíta, me inspira um espírito de "tropa de choque" da cavalaria da Verdade, em sua cruzada que tem como inimigo não a carne e o sangue, mas o estado de decadência que Heidegger nos revela inerente à mediocridade cotidiana, que passeata alguma tem condições de erradicar, quando não vem piorar, junto com a conversa fiada toda em que os espíritos exaltados, trogloditas da ideologia, tentam mais bem esquecer de si mesmos. Escrivá e sua Obra de Deus -proposta exigente de santificação da vida cotidiana, mesmo e especialmente do leigo, em chave de ancestralidade todavia sintonizada com os ventos de renovação do Vaticano II. Virilidade espiritual, enraizamento na Tradição, combatividade, vigilância, austeridade, pureza. Virtudes indispensáveis na travessia pela alma da odisseia de sua redenção neste mundo apodrecido e vulgar.

-Unzuhause-

 

S. José Maria Escrivá, presbítero, fundador, +1975

TEXTO DO DIA
 http://www.opusdei.org.br/sec.php?s=598
“Um grande Amor te espera no Céu”
Estou cada vez mais persuadido disto: a felicidade do Céu é para os que sabem ser felizes na terra. (Forja, 1005)
(Hoje, a Igreja celebra a memória se São Josemaria Escrivá)

Escrevias: “Simile est regnum caelorum” - o Reino dos Céus é semelhante a um tesouro... Esta passagem do Santo Evangelho caiu na minha alma e lançou raízes. Já a tinha lido muitas vezes, sem captar a sua substância, o seu sabor divino”.

Tudo..., tudo tem que ser vendido pelo homem sensato, para conseguir o tesouro, a pérola preciosa da Glória! (Forja, 993)

Pensa como é grato a Deus Nosso Senhor o incenso que se queima em sua honra; pensa também quão pouco valem as coisas da terra que, mal começam, já acabam...

Pelo contrário, um grande Amor te espera no Céu: sem traições, sem enganos: todo o amor, toda a beleza, toda a grandeza, toda a ciência...! E sem enjoar: saciar-te-á sem saciar. (Forja, 995)

Não há ânimo mais senhoril do que saber-se em serviço: em serviço voluntário a todas as almas!

- É assim que se ganham as grandes honras: as da terra e as do Céu. (Forja, 1045)

TEXTOS DA SEMANA
Oração
Ó Deus, que, por mediação da Santíssima Virgem Maria, concedestes inumeráveis graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres cotidianos do cristão, fazei que eu saiba também converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar, e de servir com alegria e com simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com o resplendor da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço...(peça-se). Assim seja.

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.
 


Josemaría Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores que deram aos filhos uma profunda educação cristã.

Em 1915 faliu o negócio do pai, que era um industrial de tecidos, e ele teve de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, Josemaría apercebe-se da sua vocação pela primeira vez: depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um frade, intui que Deus deseja qualquer coisa dele, embora não saiba exactamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote e começa a preparar-se para tanto, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Estuda Direito como aluno voluntário. O pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça.

Em 1927 muda-se para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objectivo de se doutorar em Direito. Aí, no dia 2 de Outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Desde então começa a trabalhar na fundação, ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes. Além disso, estuda na Universidade de Madrid e dá aulas para manter a família.

Quando rebenta a guerra civil encontra-se em Madrid, e a perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diversos lugares. Exerce o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de ter atravessado os Pirenéus, fixa residência em Burgos.

Acabada a guerra, em 1939, regressa a Madrid e obtém o doutoramento em Direito. Nos anos que se seguem dirige numerosos retiros para leigos, para sacerdotes e para religiosos.

Em 1946 fixa residência em Roma. Faz o doutoramento em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário de Sua Santidade. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa - e em 1970 ao México -, a fim de impulsionar o estabelecimento e consolidação do Opus Dei nessas regiões. Com o mesmo objectivo, em 1974 e em 1975, realiza duas longas viagens pela América Central e do Sul, onde, além disso, tem reuniões de catequese com grupos numerosos de pessoas.

A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior. O sentido profundo da sua filiação divina, vivido numa contínua presença de Deus Uno e Trino, levava-o a procurar em tudo a mais completa identificação com Jesus Cristo, a uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a S. José, a um trato habitual e confiado com os Santos Anjos da Guarda e a ser um semeador de paz e de alegria por todos os caminhos da terra.

Mons. Escrivá oferecera a sua vida, repetidas vezes, pela Igreja e pelo Romano Pontífice. O Senhor acolheu esta oferta e Mons. Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho.