Tuesday, July 30, 2013

a mamá do ventre que dança


Depois de um quarto de século do conservadorismo de João Paulo II, e do período reacionário e autoritário do Papa-que-veste-Prada, o papa Francisco reata com uma linhagem que é a de João XXIII e teria sido a do papa Luciano, que se chamou João Paulo I e morreu após um mês apenas como pontífice. Volta a alegria. Volta a abertura ao mundo. Xô, chatice!!
(Renato Janine Ribeiro, no facebook agora há pouco)
Claro que manifestações como esta me emocionam. Mas escuto pedido de prudência pelo  personagem psíquico (no sentido quase heteronímico que Pessoa ensina como caminho do esfacelado Eu da modernidade) da devoção católica que volta à tona, de minhas profundezas, obstruídas como prisão de ventre, na época de Ratzinger, ventre preso que agora dança, esse eu carola, garotinho de vinte anos atrás, redivivo com mais amargura e mais experiência. Ele pede prudência. Livre de extremos, do sim e do não maniqueístas, porque amanhã não será mais Francisco no trono, será outro, outros signos, preferências ideológicas, jeito de se vestir e de sorrir ou não, e não posso oscilar ao sabor dessas contingências, perdendo de vista o essencial: como Deus na alma, de que fala Eckhart, a Igreja hoje pra mim está interiorizada, a Igreja sou eu, é a minha Mamá, como diz Francisco, Me nanando no colo , me chamando pra dança, me nutrindo da vida, que é Jesus Cristo.
-Unzuhause-