Wednesday, August 28, 2013

Evangelho (e Santo) do dia: levantar do sepulcro



Ele è perito do coracao humano, que de tao humano so podia ser divino, segundo a luminosa expressao de Leonardo Boff a respeito do proprio Cristo. Santo Agostinho tem a memoria celebrada hoje pela Igreja do mundo inteiro. E o Evangelho do dia como que se junta às homenagens, pois o `Doutor da Graca`, maior teologo da Igreja,marcou tambem a historia da filosofia ocidental, antecipando inclusive o `penso, logo existo`de Descartes, na enfase na subjetividade, da consciencia como instancia suprema de procura da Verdade, de conversacao com o Espirito divino, da ìnterioridade`, em suma, como senda em que, so nela, ou a partir dela, o homem pode se reencontrar e se `reafeicoar`, no sentido de redescobrir a beatitude de estar, mas tambem a semelhanca de rosto,  à sua Designacao de autodivinizacao, levantando do sepulcro de todas as alienacões.
*Unzuhause*

Evangelho segundo S. Mateus 23,27-32.

Naquele tempo, disse Jesus: »Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: formosos por fora, mas, por dentro, cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de imundície! 
Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. 
Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, que edificais sepulcros aos profetas e adornais os túmulos dos justos, 
dizendo: 'Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas!’ 
Deste modo, confessais que sois filhos dos que assassinaram os profetas. 
Acabai, então, de encher a medida dos vossos pais! 


Comentário do dia: 


Balduíno de Ford (?-c. 1190), abade cisterciense, depois bispo 

Tratado 10; PL 204, 515-516 


Senhor, arranca-me o meu coração de pedra


É a nossa vez de amarmos a Cristo como Ele nos amou. Ele deixou-nos o seu exemplo para que seguíssemos os seus passos (1Ped 2,21). Por isso disse: «Grava-Me como selo em teu coração» (Cant 8,6), quer dizer: «Ama-Me como Eu te amo. Traz-Me no teu espírito, na tua memória, no teu desejo, nos teus suspiros, nos teus gemidos, nos teus soluços. Lembra-te, homem, em que estado te criei, como te elevei acima das outras criaturas, a dignidade com que te enobreci, como te coroei de glória e de honra, como te coloquei um pouco acima dos anjos e como tudo submeti a teus pés (Sl 8). Lembra-te, não somente de tudo o que fiz por ti, mas também das provas e humilhações que sofri por ti. […] E, se Me amas, mostra-o; ama, não apenas em palavras e com a língua mas com obras e verdade. […] Grava-Me como um selo no teu coração e ama-Me com todas as tuas forças.» […]


Senhor, arranca-me este coração de pedra, este coração duro […]; dá-me um coração novo, um coração de carne, um coração puro (Ez 36,26). Tu, que purificas os corações, Tu que amas os corações puros, toma posse do meu coração e vem morar nele.