Friday, August 30, 2013

gostosura de massas



Claro que uma amostra com base em Avenida Paulista, Perdizes e Vila Madalena é pouco representativa para generalizações, mas eu intuo, com base no meu trânsito por essas áreas, e pelos metrôs da cidade, um efeito colateral inesperado dos anos de prosperidade FHC / Lula: as mulheres brasileiras estão ficando cada vez mais lindas. Gostosas, com o perdáo da linguagem de bife. Precisamos repensar a velha queixa feminista de que "a mídia opressora" fabrica capas de revista com beldades inatingíveis para a mulher comum.
 Confesso que vejo cada vez menos distância entre as garotas das capas e as que nos barbarizam o coração com suas curvas deliciosas nas ruas. Curvas sim, massa, geração Gisele Bündchen. E não falo de filhote de peruas, não, mas de gente normal, bacana e real. 
As redes sociais redimensionam nossa relacão com a mídia, fazendo-nos protagonistas de mídias pessoais (que é facebook senão essa massagem deliciosa em nossos egos alçados a estrelas de nós mesmos?). Além de trazermos a mídia para a terra, e encarnarmos as deusas das capas em corpos pedestres, creio que o acesso de massa ao consumo e a seviços como academia de ginástica é outro fator poderoso de explicacão disso. Quanto a nós, amantes em potencial, não sei se generalizo de novo, e com base numa amostra única (euzinho da silva liudvik), mas creio que isso é, como toda grande transformação do inconsciente coletivo cada vez mais matriarcal,  um presente para os olhos mas um desafio, que, como em todo mercado, terá poucos vencedores e que tende a multiplicar a fauna masculina de admiradores do belo sexo enjaulados em solidões voyeurísticas. Pois a mulher que dá mais (sem trocadilhos infames) também cobra mais, chega daquele tempo em o homem se bastava a um papel de provedor em casamentos sem recompensa de tesão alguma para mulheres, aí sim (não pela "mídia"), oprimidas por uma confortável existência de merda. 
-Unzuhause-