Wednesday, September 04, 2013

ocos e bichados


Nao imaginei que um dia fosse pensar assim, mas o cinismo parece o ultimo refugio da lucidez, num mundo em que nada è mais parecido a um George Bush do que o premio da Paz Barack Obama. Pra me consolar, recorro à videoteca unzuhauseana para vos sugerir um filme em que ainda se pode inteligir, isto è, ver diferencas, nao pausterizar em rotulos faceis, em escapatorias puramente verbosas, vodu masturbatorio de quinta categoria, como xingar o diferente de idiota, expediente que nao deixa sempre de fazer sucesso, vide nosso maior filosofo conservador, Olavo de Carvalho, que depois de O Imbecil Coletivo esta lancando, com grande impacto de vendas, ou pelo menos de falatorio, o livro O Minimo que Voce Precisa Saber para Nao Ser um Idiota.  
O mundo ja esta suficientemente pasteurizado para que a gente aceite que ele faça isso com nossa mente. E o filme em foco nos ajuda a evitar isso, e a entender que a dicotomia norte-americana (e portanto global) hoje é outra, para além de preferências partidárias ou demais miltâncias de fachada. Ajuda a ver a linha de clivagem na América que somos todos, senão entre democratas e republicanos, ou PT e PSDB,  ao menos entre homens autênticos e os existencialmente bichados: o conflito entre o livre pensador ateu (Charlie Hunnam, que acaba de ser escolhido para estrelar Cinquenta Tons de Cinza nas telonas) e o evangélico fundamentalista; conflito filosófico que se torna tambem rivalidade pela mulher do fanático, a deliciosa Liv Tyler, ela, como a Vida, uma gostosa com um pé na Luz e outro nas `Trevas`, só nao se sabe quem é quem, e com o coração todinho disponível não pra quem torce por um time ou por outro, quem diz, ou melhor, é dito por um clichê ou outro, mas por quem a ame como Homem de verdade. Veja tambem, a seguir, o corajoso pronunciamento de Papa Francisco contra mais uma estupidez que se arma para perpetuar a miseria do mundo dos homens ocos (T. S. Eliot).
*Unzuhause*




“Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!”, clama o Papa Francisco no Twitter
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ROMA, 03 Set. 13 / 10:57 am (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco se pronunciou energicamente contra a possibilidade de um ataque contra a Síria por parte dos Estados Unidos. Em seus últimos comentários publicados na segunda-feira 2 de setembro em seu perfil do Twitter @Pontifex_pt escreveu: “Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!”.
“Queremos um mundo de paz; queremos ser homens e mulheres de paz!”, acrescentou poucas horas depois. Estas duas mensagens se juntam a um amplo chamado ao diálogo e à paz que há várias semanas repetiu o Pontífice através de seus discursos e das redes sociais, e ao que também apelou durante a oração do Ângelus neste último domingo.
Em relação a este chamado, o secretário do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, Dom Mario Tusso, assinalou na segunda-feira em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, que o Papa Francisco “se fez intérprete de um grito que sai de todas as partes, do coração de todos, da única grande família que é a humanidade”.
“Trata-se de uma sacudida universal da consciência das pessoas. Por um lado, a sociedade civil e suas organizações insistem que seus representantes deixem definitivamente o conflito armado, não mais guerra, e por outro lado chamam a trabalhar com convicção e intensamente pela paz”.
O Papa Francisco “continua a missão de Jesus Cristo, o príncipe da paz, que caminha com a humanidade e semeia nas consciências empurrando-as para frente para seu cumprimento em plenitude”, acrescentou.
Enquanto isso, o Papa Francisco convocou para o próximo dia 7 de setembro, véspera da festa da Natividade de Maria, celebrar um dia de jejum e oração para pedir a paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro, e convidou todos os cristãos, os pertencentes a outras religiões, e homens de boa vontade a somar-se a esta petição.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na semana passada que atacaria a Síria a modo de reprimenda ao regime de Bashar Al-Assad, pelo uso de armas químicas contra a população civil, porém, o ataque foi adiado para a próxima semana, já que Obama, fez pública sua decisão de consultar o Congresso sobre a intervenção armada e este só retorna das férias no dia 9 de setembro. Seu veredicto vai determinar se ocorrerá ou não o ataque.
Por sua parte a ONU, pronunciou-se a favor da intervenção armada na Síria caso os resultados das provas feitas pelos seus peritos, que estiveram investigando o país durante 12 dias, confirmem que o regime de Assad foi o autor do uso de armas químicas.