Thursday, October 31, 2013

dia do saco cheio


Ironia seria dizer que o Brasil aguarda o retorno dos alunos para as salas de aula da FFLCH para prosseguir com seus nobres seminários, provas e trabalhos semestrais, sem os quais acho que até o Natal será adiado, afinal quem conseguiu baixar a tarifa... isso tudo segundo estimativas revolucionárias que apurei nos corredores da faculdade hoje. Mas não, não é ironia o comentário sobre esse lindo bebezinho que transcrevo a seguir; peguei emprestado de uma comunidade de psicologia do facebook. Não se tratava de mais um achismo de rodapé, mas da voz oficial da comunidade. O ridículo da empostação conceitual, da tentativa de definição com ares nobeis, os mesmos de nossos cientistas que estavam à beira da cura do câncer essa semana, num campo de concentração de cachorrinhos, reles bichinhos, dirão os nossos "humanistas" para quem sua realeza o ómi é a medida de todas as coisas.

Voltando aos nossos doutores do comportamento do bebê, eu juro que gostaria de ter escrito isso -a ironia é cada vez mais minha forma particular de suportar o desespero.Tá tudo lá, o advérbio pomposo, o esquadrinhamento analítico pedante, o acho de achistas e ou "já li em algum lugar".  Cem anos de psicoterapia e o mundo vai cada vez pior, diria Hillman. De minha lavra, aqui, apenas a recomendação eloquente de que o comentário seja dado a conhecer hoje mesmo na Academia Sueca:
"Analiticamente, eu diria que esse bebê já teria, de alguma forma, a função sentimento extrovertido em grau elevado para sua idade. Embora não possamos falar de ego nessa idade, e muito menos em função da consciência, pois ele não possui consciência como conhecemos, acho que é isso mesmo. Já li em algum lugar que o sentimento é uma das primeiras funções a se desenvolver no feto quando no útero, pois ele reage aos sentimentos da mãe."