quarta-feira, outubro 16, 2013

mais amor, por favor


Uma de minhas comunidades favoritas no facebook, a dos Admiradores da Rota -Tropa de Elite paulistana que fez ontem 43 anos de idade-, distribui hoje nota que, para almas como a  minha, politicamente incorretas quando o assunto é a nossa infame insegurança pública, é como que uma garrafa de uísque oferecida por Mefisto para atrapalhar qualquer esforço de "rehab" e recondução ao  rebanho cordato das opiniões de bom coração.
A Secretária Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário diz que ficou "comovida" ao ver a cena do vagabundinho que levou uns pipocos ao subtrair a Hornet de um cidadão de bem.
O que dizer a uma palerma dessas? Essa defensora de bandidos é a LÍDER da corja dos Direitos Humanos. A cada palavra emanada por esta podre,o crime se fortalece.
Ela fica comovida ao ver um bandido caído por consequências dos seus próprios atos,nada ali foi primário mas sim a reação a sua agressão ao direito a propriedade alheia,e diz que o Policial foi "violento",violência seria ser um PM e ver tudo aqui e nada fazer.
Vá procurar o que fazer sua DEFENSORA DE BANDIDO!
O POVO DE BEM REPUDIA AS AÇÕES DA SRA E DE TODOS QUE COMPÕEM O "DIREITO DOS MANOS".

O nó de muitos relacionamentos humanos está em que exigimos ser tratados conforme nossa intenção mas não somos recíprocos nisso, ao contrário, julgamos os outros com base na ação deles.
Isso me relembra a sabedoria de Santo Inácio de Loyola: "Devemos estar mais interessados em interpretar bem a declaração de qualquer pessoa do que em condená-la". Ou seja, cada um deve pressupor que o outro está dando o melhor de si.
Isso é exatamente o oposto do que queremos neste tempo em que a agressividade é moeda de troca de todos os relacionamentos, e de nossas expectativas de nos destacarmos dos demais. Para se vender bem, é preciso xingar o outro de idiota, como faz Olavo de Carvalho no best-seller que está no topo das paradas de sucesso da filosofia vendável; não basta imergir na e defender a filosofia própria. Isso, o polemismo por ressentimento, grandes filósofos já faziam, é verdade, desde Diógenes até um Schopenhauer, muito sábio, aqui como em tantos contextos, quando afirmou sobre a pena de morte (tema atualíssimo): 
"Aos que gostariam de aboli-la [a pena de morte], deve-se responder: 'Aboli primeiro o homicídio no mundo; depois podereis abolir a pena de morte também". 
As relações humanas, concretas ou abstratas (isto é, relação com ideias e com as imagens que fazemos dos outros sobrepostas às pessoas em si), se transformam cada vez mais em verdadeiras batalhas campais, em que o único punido depois é o pobre do PM que teve de intervir com força para apartar os animais irados com rosto de homens. Estado covarde que paira sobre todos com sua novilíngua politicamente correta (Orwell, 1984), tudo precisa ser discutido, conversado, "congressado", engessado, falta pulso e virilidade de ação. Falta Rota na rua. Mas falta também ir no sentido oposto da força ostensiva (a verdade é sempre paradoxal, provavelmente inclui a verdade da proposição oposta); falta o "mais amor por favor"das fotinhos fofas de facebook, falta, mais seriamente, o espírito sutil de tolerância, que deixa até a imbecilidade da turma dos direitos dos manos poder ser escutada na generosidade, no humanismo, no eco cristão de suas intenções, a despeito da burrice objetiva de suas intervenções.
-Unzuhause-