Friday, January 15, 2016

Garaudy, Alá e Lacan


A psicopática aliança entre islamismo e marxismo cultural  não é de hoje. Ela deita funda raiz no fracasso do modelo soviético com o qual os intelectuais de esquerda contavam para a abolição do capitalismo. Uma figura chave nesse sentido é o filósofo francês Roger Garaudy, marxista que, depois de anos fiel ao credo do "Deus está morto", abraçou o cristianismo para afinal se render a Alá.Chegou a ser condenado em Paris a multa e cárcere de seis meses por propagar  que o Holocausto fora uma mentira dos judeus.  Em seu "Promessas do Islã", de 1981, pouco depois da Revolução Iraniana, ele diz que o islamismo é uma "teologia da libertação" como a de nossos terceiro-mundistas, e tinha a capacidade de fazer no Primeiro Mundo o que nossos bolivarianos estão fazendo conosco: corroer os pilares morais e espirituais que instilam no homem fibra para se manter o que o cristianismo o ensinou a ser: um indivíduo. 
O fascínio do Islã para os petralhas do espírito na Europa é que ele quer DESTRUIR o sentido de dignidade humana que o cristianismo nos ensina e encarna na figura de seu Deus, o nosso Senhor e Irmão Jesus Cristo, indivíduo como nós, provado nas via-sacras heroicas da consciência que se sabe solitária e em combate espiritual neste mundo decaído. 
O Islã, em seu coletivismo autoritário, "pensa" (no sentido de fechar que esse verbo também tem) as feridas da secularização moderna e fascina os fascínoras que amaldiçoam a liberdade e a responsabilidade eminentemente individuais do homem com Deus e o próximo. 
Outro dia um petralha dos nossos, bolivariano, explicava numa mesa de café ao lado da minha como isso funciona na cabeça dele, adestrada não ainda com Maomé, mas com Lacan, outra estrela da intelectualidade francesa órfã de Stálin. Sim, ele considera que o partido nojento e falso até o talo que nos governa é a encarnação do que Lacan ensina sobre não sermos nada, zé-ninguéns dominados por nosso "inconsciente", e que por isso é ilusão querermos ser indivíduos soberanos, heróis de nossa vida, com um código moral definido e diretivo,  temos é de nos sujeitar ao que nos governa às escondidas e obter o melhor que pudermos, pragmaticamente. Temos de nos "submeter" (raiz do termo islã) a algo de impessoal e imoral, como os puros do PT fizeram para mudar o sistema de dentro dele.