sexta-feira, janeiro 15, 2016

os filistinos e a pedra filosofal da direita




Desde os tempos em que os alquimistas nomeavam de mil e uma maneiras, por exemplo como PEDRA DOS FILÓSOFOS,  o objetivo supremo de sua arte, tudo o que recebe muitos nomes alternativos tende a ter duas caracteristicas: 1) é algo valioso, senão não seria tão disputado pela linguagem; 2) não é nomeado com precisão por nenhum desses nomes: o Tao que pode ser nomeado não é o verdadeiro Tao. Como as mil imagens arquetìpicas que apontam e desviam do arquètipo. Por isso é interessante que tanta gente esteja brigando para definir o que é ser de direita. Não digo as marcias tiburis da vida, que decidem de sua poltrona de rótulos tortos quem elas acham que merece a pecha de "fascistas". Falo das polêmicas DENTRO do seio conservador, uma das quais pegou fogo esses dias, envolvendo os nomes de Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo e Bolsonaro. A hegemonia política e intelectual dos esquerdistas tem se desgastado na proporção em que o trem da alegria petralha que os carrega, congrega e alimenta, foi mostrando sua verdadeira cara e propósito. Isso torna o ser de direita algo novamente atraente, desafiador e, como sempre, alvo de disputas e interesses pessoais e panelìsticos (o ser humano NUNCA é pacífico e interessado apenas no bem geral, não importa em que dogmas se mascare). Uma coisa eu sei: a arrogância com que esse cara, no link abaixo, trata os fãs de Bowie é o tipo de conservadorismo que nunca curtirei, e que acho particularmente BURRO ao afastar gente que poderia ver no pop preâmbulo da dita "alta cultura" de que o referido FILISTINO se arrota tão devoto.

PS: o link em questão http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/16292-malabarismo-cultural-.html