quinta-feira, fevereiro 02, 2017

empatia claustrofóbica


"Maníaco": duas horas de filme e o espectador literalmente na cabeça do psicopata Frank, dono de uma loja de manequins que ele tem o hábito de revestir com o cabelo de suas vítimas escalpeladas. Vemos de dentro pra fora seus surtos, memórias, caça a mulheres que irão "pagar" por sua mãe puta. Vemos tambem o afeto que emerge pela lindíssima Anne, fotógrafa com quem o trabalho criativo (Eros) é possível, mas que entra em luta com a pulsão mortal (Tânatos) de lhe fazer mãe (não como um homem normal gostaria, ou seja, mãe de seus filhos) e "precisar" puni-la por isso.Tudo desde seu ponto de vista, inclusive óptico, o rosto dele quase só aparece em reflexos no espelho. Remake de filme dos anos 80, parece propor uma claustrofóbica empatia do espectador com o que poderia haver de mais monstruoso dentro de si. Disturbing.