Friday, February 24, 2017

o combate com o Obscuro


Matt Damon, que DOM de topar filmes e personagens que eu curto, que me ressoam. Revi ontem seu "Agentes do Destino", alegoria incrível da melhor reverência possível que uma pessoa forte pode oferecer ao poderoso Obscuro (meu jeito de falar do "oposto" do Encardido) e a seus caprichos incompreensíveis: confrontá-lo. Isso não é heresia, ou teríamos que considerar herético o nome de Israel, "aquele que lutou contra Deus", ou a luta de Jacó contra o Anjo; e é contra os "anjos" do CEO do céu que, na história baseada em conto de Philip K. Dick, o personagem de Matt, jovem candidato ao Senado nos EUA, tem que se defrontar e insistir em reescrever o livro do seu destino para que o amor disruptivo (pela bela Elise, nome da musa de Beethoven em célebre composição) pudesse caber nas suas páginas tingidas, até então, pela monotonia das fingidas regras do sucesso no poder.