terça-feira, março 07, 2017

o Espírito na sarjeta

Flagrei este ato de desprezo à vida do Espírito no domingo (05/03). Resisti até hoje a postar, até porque vinha me relacionando com essa imagem no nível subjetivo, que é o método que empregamos (que Jung ensinou) ao interpretar as pessoas e fatos de um sonho como reflexos de nós mesmos. 
Ou seja, vi nessa cena deprimente um alerta do quanto eu mesmo, com meus próprios recursos e potenciais, posso derrapar em condutas desleixadas como a do cara q fez isso com esses exemplares da obra de Jung. A obra em si não é atingida, claro. Quem sofre são esses exemplares -o que me dói como machucarem um bebê ou um cachorrinho- e a alma estreita que os trata desse jeito. O Espírito é assim: caluniado, nunca atingido, porque no fundo é espelho: quem o agride se agride, confessando seu estágio de baixeza.

Parecia ser a porta daquele sebo na entrada da Paulista (via metrô Paraíso). sebo fechado, por ser domingo,.. havia uma brecha na parede, algo parecido com um espaço de acesso exíguo. 
A pessoa que estava próxima não parecia dona, mas tinha algo a ver com o sebo, e por estar lá me inibiu maiores arroubos de "compaixão" (pra não dizer descida do Espírito Santo, o brasileiro) em mim. 
Sol dos infernos, eu puto com uma decepção amorosa. 
Tudo com muita cara de sonho, até pela importância estrutural que esses livros têm na mina vida, nas minhas alegrias e até nas minhas revoltas, vontades de jogar tudo pelos ares pelo mundo não ser tão significativo quanto eu, quanto Jung, gostaria.