sábado, março 24, 2018

a fenda e a luz


"There's a crack in everything, 
that' s how the light gets in"
Leonar Cohen, Anthem

sexta-feira, março 23, 2018

Novena a Maria Madalena


blog esotérico sobre Maria Madalena: http://northernway.org/mmag.html
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NOVENA A MARIA MADALENA:
http://viriditasbingen.canalblog.com/archives/2017/07/22/35519918.html
Texto introdutório:
Maria Madalena nunca duvidou do Cristo. Ela acreditava que ele realmente era o Messias.
Com outras mulheres, ela seguiu o Cristo, escutando Sua palavra e deliciando sua alma com os ensinamentos do Mestre.
Ao lado da Virgem Maria e do evangelista João, ela viu o Cristo partir em direção ao Pai após todo o sofrimento da Paixão.
Ela chorou lágrimas sentidas quando não encontrou o corpo do Mestre.
E sobretudo, ela foi a primeira à ver o Cristo ressuscitado e à anunciar a Sua ressurreição.
Em sua iconografia, Maria Madalena pode vir à ser representada com um vaso de perfumes que traz em suas mãos. Em algumas versões, o vaso não é considerado de perfume e sim de pomada ou bálsamo.
Ela também é representada com uma longa e farta cabeleira, símbolo típico da mulher cortesã pois naquela época, não era nada bem visto às mulheres deixarem seus longos cabelos soltos e à mostra.
Ambas as representações citadas acima, do vaso e da farta cabeleira, estão relacionadas à esta passagem da Bíblia, o relato de "Maria aos pés de Jesus" (embora seja apenas mencionado Maria e não, Maria Madalena): "Então Maria tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. Então um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: Porque não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres? Ora ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. Disse pois Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto. Porque os pobres sempre os tendes convosco; mas a mim nem sempre me tendes." O nardo era um unguento caríssimo e está relacionado ao perfume. A farta cabeleira com os quais os pés de Jesus foram lavados e enxugados, antes, símbolo de devassidão e imoralidade, passa a ser um instrumento de redenção.
As vestes amarelas - cor associada à sensualidade na Idade Média estão presentes em algumas imagens e pinturas de Maria Madalena (principalmente, no período medieval) mas atualmente, o vermelho lhe vem sendo associado.
Na situação de Madalena penitente, a iconografia a mostra com vestes andrajosas, com um crânio na mão ou junto de si - símbolo da fugacidade da vida e um crucifixo junto do qual ela ora.
Depois da morte de Jesus, partiu em direção à terras estrangeiras (a França) e retirou-se como eremita para um gruta (la Sainte Baume) onde viveu por trinta anos, comendo raízes. Com o tempo as suas roupas gastaram-se e romperam-se, sendo que seus cabelos cresceram para a cobri-la. Por essa razão, Ela foi representada diversas vezes em diversas obras de arte com seus cabelos cobrindo-a completamente.
Maria Madalena recebia constantemente a visita de anjos e no dia da sua morte, eles a terão levado a receber o SS, elevando-a depois ao céu.
Não há qualquer fundamento bíblico para considerá-la como a prostituta arrependida dos pecados que pediu perdão a Cristo; também não há nenhuma menção de que tenha sido prostituta na Bíblia.*
O que é certo é que Maria Madalena foi uma grande mulher e discípula do Cristo.
Vamos, então, caminhar ao lado de Maria Madalena, durante estes nove dias de oração.

Nota*: Este episódio é frequentemente identificado com o relato de "Maria aos pés de Jesus": "Então Maria tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. Então um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: Porque não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres? Ora ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. Disse pois Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto. Porque os pobres sempre os tendes convosco; mas a mim nem sempre me tendes." João 12, 2-9

fonte: blog Viriditas de Hildegarda de Bingen
http://viriditasbingen.canalblog.com


domingo, março 18, 2018

as pulsões - entrevista de Guattari


[descrição colhida no youtube ] Esta entrevista foi concedida por Félix Guattari, a pedido de Suely Rolnik, especialmente para o Simpósio "A Pulsão e seus Conceitos", organizado por Arthur Hyppólito de Moura e promovido pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC-SP. A entrevista foi realizada por Rogério da Costa e Josaida Gondar, no apartamento de Guattari em Paris, em 12 de agosto de 1992 - duas semanas antes de sua morte. Essa conversação aborda algumas das temáticas mais caras ao pensamento de Guattari, como os limites da psicanálise, o paradigma ético-estético existencial, as novas narrativas sobre a ciência e os processos de construção de subjetividades. A transcrição² desta entrevista foi originalmente publicada em francês na revista Chimères, n. 20, Paris, outono de 1993, e em português no livro As pulsões , Arthur Hyppólito de Moura (org), São Paulo, Ed. Escuta, 1995.

Ó Cruz de Cristo



Ó Cruz de Cristo
-Papa Francisco* -

“Ó Cruz de Cristo, símbolo do amor divino e da injustiça humana, ícone do supremo sacrifício por amor e do extremo egoísmo por loucura, instrumento de morte e via de ressurreição, signo da obediência e emblema da traição, patíbulo da perseguição e estandarte da vitória.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo levantado em nossas irmãs e irmãos assassinados, queimados vivos, degolados e decapitados pelas espadas bárbaras e silêncio infame.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos rostos das crianças, das mulheres e das pessoas extenuadas e amedrontadas, que fogem das guerras e da violência, e que com frequência só encontram a morte e tantos Pilatos que lavam as mãos.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos doutores da letra e não do espírito, da morte e não da vida, que em vez de ensinar a misericórdia e a vida, ameaçam com o castigo e a morte e condenam o justo.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos ministros infiéis, que em vez de se despojarem de suas próprias ambições, despojam inclusive os inocentes de sua própria dignidade.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos corações endurecidos dos que julgam comodamente os demais, corações dispostos a condená-los inclusive ao apedrejamento, sem fixar-se nunca em seus próprios pecados e culpas.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos fundamentalismos e no terrorismo dos seguidores de certa religião, que profanam o nome de Deus e o utilizam para justificar sua inaudita violência.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos que querem retirar-te dos lugares públicos e excluir-te da vida pública, em nome de um certo paganismo laicista ou inclusive em nome da igualdade que tu mesmo nos ensinaste.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos poderosos e nos vendedores de armas, que alimentam os fornos da guerra com o sangue inocente dos irmãos.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos traidores, que por trinta denários entregam à morte qualquer pessoa.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos ladrões e nos corruptos, que em vez de salvaguardar o bem comum e a ética, se vendem no miserável mercado da imoralidade.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos tolos, que constroem depósitos para conservar tesouros que perecem, deixando que Lázaro morra de fome em suas portas.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos destruidores de nossa “casa comum”, que com egoísmo arruínam o futuro das gerações futuras.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos idosos abandonados por seus próprios familiares, nos incapacitados, nas crianças desnutridas e descartadas por nossa sociedade egoísta e hipócrita.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo no nosso Mediterrâneo e no Mar Egeu, convertidos em um insaciável cemitério, imagem de nossa consciência insensível e anestesiada.
Ó Cruz de Cristo, imagem do amor sem limite e via da Ressurreição, ainda hoje continuamos te vendo nas pessoas boas e justas, que fazem o bem sem buscar o aplauso ou a admiração dos demais.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos ministros fieis e humildes, que iluminam a escuridão de nossa vida, como candeias que se consomem gratuitamente, para iluminar a vida dos últimos.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo no rosto das religiosas e consagrados – os bons samaritanos – que deixam tudo para fazer curativos, no silêncio evangélico, nas chagas da pobreza e da injustiça.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos misericordiosos, que encontram na misericórdia a expressão mais alta da justiça e da fé.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nas pessoas sensíveis, que vivem com alegria sua fé nas coisas ordinárias e no fiel cumprimento dos mandamentos.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos arrependidos, que desde a profundidade da miséria de seus pecados, sabem gritar: “Senhor, lembra-te de mim quando estiveres em teu reino!”
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos beatos e nos santos, que sabem atravessar a escuridão da noite da fé, sem perder a confiança em ti e sem pretender entender teu silêncio misterioso.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nas famílias que vivem com fidelidade e fecundidade sua vocação matrimonial.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos voluntários que socorrem generosamente os necessitados e maltratados.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos perseguidos por sua fé, que com seu sofrimento seguem dando testemunho autêntico de Jesus e do Evangelho.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje continuamos te vendo nos sonhadores, que vivem com um coração de meninos e trabalham cada dia para tornar o mundo um lugar melhor, mais humano e mais justo.
Em ti, Cruz Santa, vemos a Deus, que ama até o fim, e vemos o ódio que domina e cega o coração e a mente dos que preferem as trevas à luz.
Ó Cruz de Cristo, Arca de Noé que salvou a humanidade do dilúvio do pecado, livra-nos do mal e do maligno. Oh Trono de Davi e selo da Aliança divina e eterna, desperta-nos das seduções e da vaidade. Oh grito de amor, suscita em nós o desejo de Deus, do bem e da luz.
Ó Cruz de Cristo, ensina-nos que o amanhecer do sol é mais forte que a escuridão da noite. Oh Cruz de Cristo, ensina-nos que a aparente vitória do mal se desvanece perante o túmulo vazio e frente à certeza da Ressurreição e do amor de Deus, que nada poderá derrotar, ou obscurecer ou debilitar. Amém.”
*Ao concluir a Via Sacra que presidiu na Sexta-Feira Santa de 2016, em torno do Coliseu Romano, acompanhado de milhares de fieis, o Papa Francisco rezou esta oração, que escreveu especialmente para essa ocasião.

Salve Rainha



sexta-feira, março 16, 2018

domingo, março 11, 2018

No meu interior tem Deus

 Obrigado meu Deus, por este domingo de pizza, mamãe, cachorra e DVD do padre Fábio de Melo. Experiência concreta do Amor em que, como na Beleza e na Música -três coisas de resto tão semelhantes entre si- ressoam forte as razões do coração que nos "comprovam" que tu és em nós, que no nosso interior tem Deus.
Amém

sexta-feira, março 09, 2018

quinta-feira, março 08, 2018

os vendilhões do lixo

A mídia, com raras exceções, é um sistema de sabotagem da dignidade humana. Ela promove um rebaixamento proposital das nossas aptidões internas e expectativas acerca da vida, ela nos enfia por todos os poros um misto esquisito de diversão idiota e pessimismo mórbido, jogo duplo que arruína a atitude que Mário Ferreira dos Santos defendia como de otimismo espiritual, filosoficamente maduro, reflexo de um homem integrado e que caminha de cabeça erguida como um embaixador do Ser no mundo das sombras e das "sobras". A mídia, com seus vendilhões de anestesia e desespero, nos faz acreditar que somos o lixo que ela é. Que a enxotemos de nossa mente como Cristo enxota os vendilhões do templo do farisaísmo.

segunda-feira, março 05, 2018

domingo, março 04, 2018

Paraíso, paraíso, eu prefiro o paraíso



Eu prefiro o paraíso
-Mons. Marco Frisina-
Há quem ama a riqueza
E vestir-se como um rei
há quem não quer fazer nada
não gosta nem de suar.
Há quem fala sempre tanto
Mas não diz a verdade
e depois critica tudo
e para ele nada está bem
mas para mim, não senhor, não é isso que eu quero.
Paraíso, paraíso, eu prefiro o paraíso.
Paraíso, paraíso, paraíso.
Há quem crê ser muito grande
E quer ao céu assim subir,
é fanático e soberbo,
e crê ser quem sabe o quê,
Há quem sonha grandes corridas,
E quer ao céu assim subir,
Há quem quer ter êxito,
E honra em quantidade,
mas para mim, não senhor, não é isso que eu quero.