<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-15893066</atom:id><lastBuildDate>Thu, 10 Dec 2009 14:40:48 +0000</lastBuildDate><title>Unzuhause</title><description></description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Unzuhause)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>278</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-2116888469794605184</guid><pubDate>Tue, 08 Dec 2009 22:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-10T06:40:48.881-08:00</atom:updated><title>o super-homem na UTI</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/fotos/bortolotto_610(1).jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 610px; CURSOR: hand; HEIGHT: 409px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.estadao.com.br/fotos/bortolotto_610(1).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt; Mário Bortolotto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não escrevi nada desde que soube do acontecido contigo neste sábado. Preferi remoer calado e dependurado na internet à procura de notícias minuto a minuto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma que estou com o saco literalmente na Lua, para além do ponto ótimo da angústia que dá vontade de escrever. Outra que meu desânimo só cresce ao imaginar certos lixos humanos (?) que têm acesso a meu endereço deste Monastério, e a vontade é mínima de jogar pérolas a porcos. Embora eu saiba, embora eu sinta também a presença dos companheiros monges, gauches, solitários buscadores, errados eremitas errantes como eu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Minha fobia social só tem piorado nesses dias de blecautes e enchentes, e minha impressão da humanidade, com base no que vejo em suas piores espécimes (e a depressão nos faz fixar justamente esses rostos podres), é a de uma espécie de lixos bípedes que nem aterro sanitário suportaria abrigar, ganharia pernas e braços de lata e sairia correndo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois saber que você está entre a vida e a morte numa cama de UTI, por conta de uma tentativa de assalto resultante em 3 tiros em você, só piorou este meu quadro. Você numa UTI, eu também, minha velha UTI da descrença em tudo, da esterilidade absoluta. Dos rostos da morte, enxofres do Nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois você há anos é pra mim um dos rostos do contrário de tudo isso: rosto da alegria, da força, virilidade, da dignidade humanista, criatividade, do tesão de viver. Lembro dos nossos sórdidos botecos, você com sua galerinha de artistas, eu como jornalista, sobretudo como fã de carteirinha, tendo, é claro, de me conter, em nome da "liturgia do cargo", mas me sentindo, no plano sincronístico, um neófito em teus mistérios, tímido e fascinado, fingindo trocar idéias quando o que eu mais queria era te ouvir, adoro teu jeitão, voz grossa, modos de malaco underground, sem precisar afetar ser o que naturalmente é, sem precisar fazer ecos numa cacofonia de "citações-perucas" das pobres almas carecas; sobretudo me realizava aprendendo e gargalhando contigo e por tua causa, Mario meu pai, nome de meu pai. Mais que pai, eu te vejo como o irmão mais velho, como te disse quase aos berros, te brindando, eu pra lá de Badgá, naquele bar na saída do teatro no Centro Cultural Vergueiro (aliás, que merda está o CCSP não? abandonado, sem peças, precisa de você urgente, de outra de tuas mostras , ou melhor ainda, você assumindo o espaço como diretor cultural).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Você é o brother malucão que eu gostaria de ter tido desde a infância, um mestre moleque pra me ensinar tudo da vida escrota e esplêndida, o "véio" (por que justamente os jovens gostam de se chamar uns aos outros de "véios"?) que me defenderia e estimularia nas brigas de rua, me daria os truques de "catar as minas" que eu quisesse na balada, de beber sem ter enjôo depois. Que me faria crescer menos confuso, ou ao menos com a glória de ser contigo dois perdidos na noite suja tão bem versejada em sangue e pus e poesia por Plínio Marcos, teu ancestral mais direto no teatro paulistano. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ah Mario, não vou destilar aqui o ódio que me assedia, verbalizando o que sinto sobre aqueles fascínoras que -como que saídos de alguma de tuas peças, melhor dizendo, de teus tratados poéticos sobre a noite escura dos submundos da metrópole, nosso longo blecaute na barbárie-, fascínoras, eu dizia, que subiram, não da arte, subiram do esgoto do Real e vieram pra rua, e invadiram e profanaram o teatro, e te machucaram desse jeito. Não, eu renuncio a pôr mais ódio nesse mundo já tão saturado de ódio quanto a Marginal Tietê fica transbordante de água e lama num dia como hoje. Ou tento renunciar, que a carne, a alma inferior, é fraca e às vezes é preciso pedir socorro pra voltar ao caminho da evolução, socorro que, na falta de homens de verdade (que vão escasseando nessa era de covardes e omissos), resta buscar junto aos super-homens da minhas bíblias, e antes disso de meus gibis, minha primeira escola da paixão pelos seres excepcionais. Você é sem dúvida um desses heróis de minhas bíblias e gibis, e herói encarnado. Brincando com um termo caro a seu amado Kerouac, você é um desses "vagabundos iluminados " que procuram Deus na noite erma nas placas de neon de uma railway (pra lembrar um trecho de teu inesquecível monólogo "Kerouac", primeira vez que te vi nos palcos, e fui às lágrimas). Bodissatva à la Bukowski, bardo beatnik da Roosevelt, praça do descaso dos políticos, do desamparo e violência, mas que você e sua turma de sátiros e parlapatões souberam revitalizar de cultura e reconverter em altar de Baco, embora hoje de novo altar ameçado pelo lodo ácido da brutalidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Você, um bêbado de Deus, brilhando entre bares e teatros em pleno inferno da cidade grande nanica de espírito. Super-homem. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ah Mário.. É tão seu, tão nobre e tão temerário, esse gesto que agora pode te custar (e nos custar) tanto. Ter reagido ao canalha que deu uma coronhada na tua amiga... Super-homem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Força, Mario. Não vai embora. Precisamos de você. Os blecautes e as enchentes ficariam ainda menos suportáveis se eu não tivesse gente como você em quem pensar nas horas de desespero, de UTI espiritual, de naufrágio na escuridão e na cegueira sem bíblia nem gibi.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-2116888469794605184?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/12/na-uti.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-5590019875745651353</guid><pubDate>Mon, 07 Dec 2009 10:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-07T07:49:29.340-08:00</atom:updated><title>o ocaso de Madame Satã</title><description>&lt;a href="http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/madame-sata/madame-sata01.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 445px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/madame-sata/madame-sata01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://flaeterno.files.wordpress.com/2009/10/bambi1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 590px; CURSOR: hand; HEIGHT: 516px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://flaeterno.files.wordpress.com/2009/10/bambi1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UFAAAAAAAA! Todo visitante, dos fedidos aos bem-vindos, deste Monastério vesuvial estava CARECA de saber de meu apoio, na reta final do Brasileirão, ao Flamengo, torcida declarada aqui há mais de um mês. E me dei bem, como aliás foi a regra nesse ano vitorioso para nós corintianos, campeões de tudo o que nos interessava (Paulista, Copa do Brasil com vaga pra Libertadores). Valeu Dennis! Valeu amigos todos da imensa nação rubro-negra, a segunda do país depois da nossa amada massa corintiana. Ano que vem, porém, esse pacto de paz acaba: a gente se encontra na Libertadores, aí o bicho vai pegar ...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que lindo seria uma final Corinthians e Flamengo, por incrível que pareça os dois maiores times brasileiros jamais disputaram um título, uma final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por ora, MUITO OBRIGADO por, dispensando qualquer Viagra, essa panacéia universal dos impotentes, ter tido a coragem de enfiar (com camisinha) o cacete no cú até sair pela boca da Madame Satã, que era até ontem, por 3 longos anos, a imperatriz "filosófica" do Brasil (a grande filosofia concreta deste país, enquanto meditação autêntica, original e sem peruca sobre a existência, se escreve espontânea, bela e brutal no e em torno do quatérnio alquímico de um campo de futebol, como tão bem o sabia nosso mestre Nelson Rodrigues). Foi o fim do reinado satânico da monstrenga arrogante, bicha véia, bicha loka que só ela. Mais patética ainda quando tenta falar como hominho. Ahhhhh "me engana que eu gosto".. tu é gay,tu é gay que eu sei, homem pra lá de insuficiente.......&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AQUELE ABRAÇO, TORCIDA DO FLAMENGO..!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-5590019875745651353?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/12/o-ocaso-de-madame-sata.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-3614372056035464170</guid><pubDate>Thu, 03 Dec 2009 00:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-03T06:45:14.432-08:00</atom:updated><title>novo nocaute nos falcões boiolas do atraso</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4cTuXm-X6iw/SPGdeCTrYmI/AAAAAAAABz8/zK1h9RpWrt0/s400/Obama.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 360px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4cTuXm-X6iw/SPGdeCTrYmI/AAAAAAAABz8/zK1h9RpWrt0/s400/Obama.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;02/12/2009 - 15h57 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;EUA autorizam pesquisa com células-tronco embrionárias de humanos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;da Folha Online&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em decisão inédita, a administração de Barack Obama aprovou 13 pesquisas com células-tronco embrionárias de humanos para experimentos científicos. Pesquisadores serão financiados pelo governo dos EUA, sob uma nova política designada para expandir o apoio governamental para um dos mais promissores --e controversos-- campos da pesquisa biomédica. As informações são da edição on-line do jornal "Washington Post" desta quarta-feira (2).&lt;br /&gt;Em março, Obama já havia revertido &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;a medida de seu antecessor, George W. Bush (2001-2008), por meio de um decreto liberando o uso de dinheiro público para o estudo.&lt;br /&gt;Agora, o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) autorizou 11 linhas de pesquisa com células pelos cientistas do Hospital Infantil de Boston e duas linhas criadas por pesquisadores da Universidade Rockefeller, em Nova York. Todas as células foram obtidas de embriões congelados, deixados por casais que procuraram tratamentos de infertilidade.&lt;br /&gt;É uma mudança real no panorama", disse o diretor do NIH, Francis Collins. "É o primeiro investimento no que virá a ser uma lista muito longa, que vai dar poder à comunidade científica para explorar o potencial da pesquisa com células-tronco embrionárias."&lt;br /&gt;Ainda de acordo com o "Post", o movimento foi aclamado por todos os apoiadores da pesquisa como uma longa espera, um divisor de águas que finalmente permitirá que cientistas usem milhões de dólares arrecadados pelos impostos para estudar centenas de linhas de células-tronco --algo que foi limitado e restrito pelo antecessor de Obama, George W. Bush, cujo impedimento se sustentou sob o argumento moral.&lt;br /&gt;"Era isso o que estávamos esperando", disse a cientista Amy Comstock Rick, da Coalizão para Avanço da Pesquisa Médica, grupo que lidera os esforços de lobby para desamarrar as restrições federais na pesquisa. "Estamos muito animados."&lt;br /&gt;Na era Bush, a verba federal para cientistas era limitada para determinadas linhas de pesquisa com células-tronco, que foram muito criticadas como improdutivas e deficientes. As regras de financiamento na separação de financiamento público e privado foram erigidas de forma "burocrática e desajeitada", diz o jornal --o que acabava por frustrar diversas formas de verba.&lt;br /&gt;Agora, embora as pesquisas com células-tronco embrionárias poderão ser elaboradas a partir de financiamento privado e público, que permitirão experimentos em uma variedade de linhas, expandindo o número de cientistas e tipos de experimentos.&lt;br /&gt;Reação moral&lt;br /&gt;O anúncio, entretanto, foi condenado por opositores das pesquisas, cujo argumento principal se fundamenta na falta de ética e no suposto fato de que o trabalho é desnecessário, porque há disponibilidade de células-tronco adultas e outras alternativas recentemente identificadas.&lt;br /&gt;"Eticamente, nós não acreditamos que qualquer contribuinte de impostos tem que financiar as pesquisas que destroem a vida humana em qualquer estágio", disse Richard M. Doerflinger, da Conferência de Bispos Católicos dos EUA. "Mas a tragédia disso é multiplicada pelo fato de que ninguém pode pensar que tipo de problema pode ser resolvido por estas células."&lt;br /&gt;O diretor da NIH, cristão evangélico que descarta o conflito entre ciência e religião, defende o trabalho. "Acho que há um argumento que pode fazer que isso seja eticamente aceitável", disse Collins. "Se você acreditar na inerente santidade do embrião humano."&lt;br /&gt;Muitos cientistas acreditam que as células-tronco embrionárias vão permitir conhecimento fundamental nas causas de muitas doenças, e que poderão ser usadas para curar diabetes, mal de Parkinson, paralisias e outras enfermidades. A extração das células, contudo, destrói embriões com poucos dias de idade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3614372056035464170?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/12/nocaute-nos-falcoes-e-nas-falquinhas-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4cTuXm-X6iw/SPGdeCTrYmI/AAAAAAAABz8/zK1h9RpWrt0/s72-c/Obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-4985644827194537804</guid><pubDate>Mon, 30 Nov 2009 00:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-29T16:50:29.602-08:00</atom:updated><title>com a mão mal-assombrada de Deus (pelo primeiro domingo do Advento)</title><description>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://meninalori.files.wordpress.com/2007/10/010288879-ex00.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 375px; CURSOR: hand; HEIGHT: 495px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://meninalori.files.wordpress.com/2007/10/010288879-ex00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Clarice Lispector&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Entregar-me ao que não entendo será pôr-me &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;à beira do nada&lt;/span&gt;. Será &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;ir apenas indo&lt;/span&gt;, e como uma &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;cega perdida num campo&lt;/span&gt;. Essa &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;coisa sobrenatural que é viver&lt;/span&gt;. O viver que eu havia domesticado para &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;torná-lo familiar&lt;/span&gt;. Essa coisa corajosa que será &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;entregar-me,&lt;/span&gt; e que é como dar a mão à &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;mão mal-assombrada de Deus&lt;/span&gt;, e entrar por essa &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;coisa sem forma&lt;/span&gt; que é um paraíso. Um paraíso que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;não quero&lt;/span&gt;!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Clarice Lispector, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Paixão segundo G. H.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-4985644827194537804?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/11/mao-mal-assombrada-de-deus-primeiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-1713861998904895472</guid><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 11:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-24T06:22:59.230-08:00</atom:updated><title>prolegômenos para uma clínica trágica do cu dado e do pau murcho (desabafo de um compagnon de route da Revolução vermelha de novo traída)</title><description>&lt;a href="http://www.manurangel.com/wp-content/uploads/2008/05/mengo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 601px; CURSOR: hand; HEIGHT: 424px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.manurangel.com/wp-content/uploads/2008/05/mengo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/28/65575889_32bb7375f3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 500px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/28/65575889_32bb7375f3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://grupograv.files.wordpress.com/2009/08/madamesata.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 380px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://grupograv.files.wordpress.com/2009/08/madamesata.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Massa rubro-negra deixada na mão por Suas Excelências pernas-de-pau-murcho; peruca filosófica para carnaval javanês; Madame Satã, a princesa metafísica deste mundo mau&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Porra, Bambizona recalcada, vc é rabuda hein? Perdeu feio e nem assim largou o osso.. Porra Urubu, negar fogo justo na hora de comer a bicha, faltou Viagra?? Mesmo com aquela torcida maravilhosa que lotou o Maracanã, -Maracanã, meu Maracanã, a Jerusalém brasileira, de realidade conflitual, contraditória mas de realidade sonhada que é uníssona no fervor, templo sagrado que os vendilhões imbecis, aliás, estão esperando gulosos pra fechar em dezembro, por TRÊS ANOS!!!!!!!!! É, dizem, para "melhorias", no bolso dos safados, em prol da famigerada Copa do Mundo de 2014. Ah, vão fazer cocô e comê-lo de merenda, vão.. vcs, cartolas biscateiros, vcs jogadores pipoqueiros, vcs são o retrato da anemia brasileira, do zero a zero da inércia, do pau mole na hora de dar alegria pra Massa, vcs são o pau murcho da Elite parasita, vcs são o sintoma podre e contaminado de um Brasil que frustra o povo, veta as Diretas, interdita os Maracas, assanha as Maricas, deixa a Massa na mão na hora do clímax, coito interrompido, e reelege pra rei-momo tupiniquim, pra princesa da Sapucaí de suas farsas vagabundas, sempre os mesmos viados aburguesados, cristãos-novos do fascismo de careca morena, sem nada de cristão, e menos ainda de novos, bem velhinhos e velhacos, macunaímas que escondem a careca na peruca de dotô, amarram o focinho em máscara de malévolo jason (ou melhor, de jasonarva marvada), que negam a cor se lavando de sua maldição, arrotam em bibliografias pomposas e falsificadas o "russo" e o "grego" que não entendem, porque o que entendem mesmo é de javanês. Ah meus caros lixos humanos (caros sem puxa-saquismos baratos, que tô cagando pra vcs e não preciso ficar "dando tudo" em prol de agradar o patrão superego que se proíbe o amor maldito na vida e o posterga e o "apostila" pra tema de palestra patética, pra fazer dinheiro, velha compulsão intelectu-anal), vão todos, com todo respeito e consideração que merecem de mim, vão todos dar e tomar no anelzinho dos seus cús!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-1713861998904895472?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/11/prolegomenos-de-uma-clinica-tragica-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-1607136798521916662</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 20:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T13:09:34.753-08:00</atom:updated><title>o que faz você feliz (fora do supermercado)</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://api.ning.com/files/FJwXgmInO9m61SUOfyzUahzvqspJXMrRDVnR1EkTUTCntf9PLEVkBJnsCwn35p4Yapg3rE0RizinG9KgnM7t0swQdV0Yybo*/Imagem5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 502px; CURSOR: hand; HEIGHT: 374px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://api.ning.com/files/FJwXgmInO9m61SUOfyzUahzvqspJXMrRDVnR1EkTUTCntf9PLEVkBJnsCwn35p4Yapg3rE0RizinG9KgnM7t0swQdV0Yybo*/Imagem5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Chico Xavier&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6C-ZzIdVxJw/SNVqyVwu99I/AAAAAAAAAvE/B-A6ZuHB9qI/s320/CHICO+XAVIER.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Trabalha -não ao jeito de pião consciente enrolado ao cordel da ambição desregrada, aniquilando-se sem qualquer proveito. Age construindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ganha - não para reter o dinheiro ou os recursos da vida na geladeira da usura. Possui auxiliando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estuda - não para converter a personalidade num cabide de condecorações acadêmicas sem valor para a Humanidade. Aprende servindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Prega - não para premiar-se em torneios de oratória e eloquência, transfigurando a tribuna em altar de suposto endeusamento. Fala edificando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Administra - não para ostentar-se nas galerias do poder, sem aderir à responsabilidade que lhe pesa nos ombros. Dirige obedecendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Instrui - não para transformar os aprendizes em carneiros destinados à tosquia constante, na garantia de propinas sociais e econômicas. Ensina exemplificando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Redige - não para exibir a pompa do dicionário ou render homenagens às extravagâncias de escritores que fazem da literatura complicado pedestal para o incenso a si mesmos. Escreve enobrecendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cultiva a fé - não com o intento pretensioso de escalar o céu teológico pelo êxtase inoperante, na falsa idéia de que Deus se compara a tirano amoroso, feito de caprichos e privilégios. Crê realizando".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Francisco Cândido Xavier &amp;amp; Waldo Vieira, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Opinião Espírita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-1607136798521916662?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/11/o-que-faz-voce-feliz-fora-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-287493066356899008</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 14:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T03:20:10.804-08:00</atom:updated><title>alma em estado de prece (post 97)</title><description>&lt;a href="http://poetasalutor2.files.wordpress.com/2009/03/2574687655_ab92c30c89_o.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://poetasalutor2.files.wordpress.com/2009/03/2574687655_ab92c30c89_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estava em alegria pela chegada iminente ao post 97, que representaria a quebra do recorde de textos por ano desde a fundação deste Monastério, em 2005. Mas indeciso sobre o que escrever, pois meus dias estão sobrecarregados de tarefas que não me deixavam muita margem para vir falar senão pelo silêncio. Foi quando, ontem, em meio ao vento e ao verde de um oásis de paz, em que enfim minha alma se sentia em condições de prece, depois de horas tensas de travessia de uma cidade que me asfixia, recebi, em páginas logo gotejadas pela chuva que chegava (mas sem a violência hominídea que contaminou até o tempo nestes tempos de ruína ecológica da alma e do mundo), recebi, eu dizia, uma linda supresa poética de mestre Fernando Pessoa - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e que linda poesia não é surpresa, e que linda surpresa não é poesia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-Unzuhause- &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dá-me alma para te servir e alma para te amar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Torna-me puro como a água e alto como o céu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Minha vida seja digna da tua presença. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Senhor, protege-me e ampara-me. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dá-me que eu me sinta teu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Senhor, livra-me de mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Prece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-Fernando Pessoa-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-287493066356899008?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/11/alma-em-estado-de-prece-post-97.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-1079503445591290108</guid><pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-16T05:34:44.784-08:00</atom:updated><title>peladius em sanctius</title><description>&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.portalbaw.com.br/religiao/Antao.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 341px; CURSOR: hand; HEIGHT: 586px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portalbaw.com.br/religiao/Antao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Santo Antão&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tédio mortal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tudo um lixo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tudo cocô&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acídia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Preguiça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Raiva, nojo&lt;br /&gt;Tumulto de túmulos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dentes amarelados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ternos desbotados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leite envenenado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A goteira de mijo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nau dos loucos sambando peladius em sanctius&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Socorroooooooo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;"Assim como os peixes em terra seca, os monges perecem se, afastados de suas celas, residirem com os homens do mundo, ou perderem a determinação em perseverar na oração solitária. Portanto, assim como os peixes voltam para o mar, nós devemos voltar para nossas celas; dessa maneira, não ficamos no exterior e não nos esquecemos de cuidar do nosso interior".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Antão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.portalbaw.com.br/religiao/Antao.jpg"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;Oração a Santo Antão&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ó Deus, que permitistes que, mesmo na solidão de uma gruta, no deserto, o demônio perturbasse Santo Antão com violentas tentações, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;mas lhe destes força de vencê-las,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;enviai-me, do céu, o vosso socorro, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;porque eu vivo num ambiente minado de tentações que me agridem, pelo rádio, televisão, novelas, bailes, cinemas, revistas, propagandas e maus companheiros. Santo Antão, ficai sempre ao meu lado; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;vós que vencestes o demônio, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;na aparência de um bicho imundo, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;me dareis força na tentação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Na hora da tentação, socorrei-me Santo Antão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Amém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-1079503445591290108?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/11/peladius-em-sanctius.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-178078826708189378</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-05T04:38:48.959-08:00</atom:updated><title>do cavalo sedado ao complexo do Mal-amado</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NmT7zfaBiJg/SlJ_iomM4WI/AAAAAAAAAFk/yKuhdnI1K4I/s400/CAVALO%2520-%2520LUA.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NmT7zfaBiJg/SlJ_iomM4WI/AAAAAAAAAFk/yKuhdnI1K4I/s400/CAVALO%2520-%2520LUA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sonho [esta noite]- Dois cavalos brancos escondidos sob panos, dormindo (não sei se sedados), sendo levados por algumas pessoas, acho que família, em pleno trem do metrô de SP, eu também estava lá e testemunhei. Um dos cavalos, a certa altura, está acordado, aproxima o rosto de passageiros (assustados), mas não faz senão um gesto de afago (lambida), lembrando mais um cachorrinho. Em dada estação um dos cavalos é descido, acho que o outro demonstra tristeza pela separação.&lt;br /&gt;As pessoas, a seguir, estão já caminhando numa estação (é grande), ao lado do cavalo que restara, elas não aparentam preocupação ou receio de serem admoestadas pela administração do metrô. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Metrô, pra mim, símbolo de sufocação, massa, desconforto, homens transformados em gado, esvaimento de energia, barulho manicomial, tentativa de me refugiar do caos em alguma leitura impossível, "comunicação" nada habermasiana (aquela bobagem da comunidade de agentes racionais em comunicação democrática, bobagem que, morta e desencarnada nos infernos subterrâneos de uma cidade como esta, mostra o que era em vida, ou melhor, no delírio do "homo teoricus" superficial e achista, mera ideologia burguesa, mais uma mentira). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O sonho mostra o choque de opostos. Ou melhor, a unificação dos contrários pela repressão de um dos pólos. O cavalo no sonho dorme ou é sentimental, pacato, "pacato cidadão" (Skank), longe de sua primitividade, impulsividade, criatividade, força, virilidade. Além disso temos o rebaixamento de um veículo de transporte natural, de tempos antigos, marca de individualidade (do cavaleiro), assujeitado agora ao transporte de rebanho, que pasteuriza, mistura, controla, conduz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Infelizmente a dimensão essencial da violência não é hoje senão motor banalizante do sistema de dominação burocrática "metrô-politana" pesando como o calor ou temporal inumanos sobre o nosso ir, vir, pensar e fazer, estar e ser. A violência está sequestrada pelos canalhas do banditismo, que abastardam a também sagrada energia do Mal.. ou ainda pode virar, como terceira variante patológica, o que poderíamos chamar de &lt;em&gt;um complexo do "Mal-amado&lt;/em&gt;", quimera compensatória do nerd loser que sai atirando nos colegas numa universidade americana, ou apenas se vinga dos outros e de si mesmo com o roer calado, abafado como o masturbador escondido no banheiro, remoendo seu ódio a tudo quanto apareça de legal e de bom astral nos coleguinhas odiados da escola, sobretudo nos mais generosos, nos mais "obamas"; é o superpoder do ressentimento, do pessimismo-fetiche, do pessimismo como critério de caráter quando o caráter é mera questão teórica, ismo abstrato, alma oca, o culto do Mal como auto-justificação da mediocridade moral e kriptonita com que se tenta estigmatizar e rebaixar toda utopia revolucionária, que não é boa nem má em si, porque o homem não é nada em si, é o que faz de si, para além do bem e do mal, é quem cria seus valores por suas ações; o complexo do "Mal-amado" é o amor ao Mal dos privados de amor, que não sabem ser maus o suficiente para também reverenciar e lutar pelo amor do Bem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vamos cavalgar de volta ao tema do meu sonho, e buscando novas amplificações simbólicas (método de C. G. Jung) do drama nele contado. No &lt;em&gt;Rig-Veda&lt;/em&gt;, escritura religiosa arcaica do hinduísmo, não por acaso o "horse" (o termo em inglês faz mais jus, é quase onomatopaico, em relação ao ente que ele designa) é uma das imagens utilizadas em Hino em adoração ao deus do fogo, Agni; o trecho a seguir é em especial uma exaltação da Juventude:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Como uma abundância agradável,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como uma rica morada,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como uma montanha com suas potencialidades,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como uma onda salutar,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como um cavalo que se precipita pelo caminho de um só ímpeto,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como um rio com suas vagas, quem poderia imobilizar-te!"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Juventude - tempestade e ímpeto (Goethe), áurea verde árvore da vida, ao contrário do cinzento cadavérico da mera teoria, do tentar "ler no metrô" quando o mundo, o metrô, esquife de centopéias alucinadas, não pode mais ser lido, e sim ressuscitado, transformado, o tempo das filosofias mortas está morto, já nos comunicou Marx. É tempo de praxis, de ação, de atuação, o que remete ao &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cântico que abre uma das partes da epopéia &lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt;, do Oficina de Zé Celso Martinez Correa, epopéia do homem no deserto (também o deserto urbano, "metrô-politano"):&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Atuar, atuar, atuar pra poder voar (2x)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu cavalo tá pesado, meu cavalo quer voar"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E, por fim, sem, evidentemente, exaurir todas as possibilidades semânticas dessa imagem arquetípica universal que é o cavalo, temos um exemplo do animal associado aos valores do heroísmo, à &lt;em&gt;santidade &lt;/em&gt;da força, da guerra, em um cântico a São Jorge, na Umbanda, religião aliás onde o médium é denominado "cavalo" do espírito que nele escolhe se manifestar:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Em seu cavalo branco ele vem montado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Calçando botas, ele vem armado &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O vinde , vinde , vinde Nosso Salvador&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O vinde , vinde , vinde São Jorge defensor &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em seu cavalo branco ele vem montado &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Calçando botas, ele vem armado &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O vinde , vinde , vinde Nosso Salvador &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O vinde , vinde , vinde São Jorge defensor".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-178078826708189378?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/11/meu-cavalo-quer-voar.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NmT7zfaBiJg/SlJ_iomM4WI/AAAAAAAAAFk/yKuhdnI1K4I/s72-c/CAVALO%2520-%2520LUA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-7760915849552885559</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-30T06:51:53.299-07:00</atom:updated><title>um "a-luno" no te-ato de Marilena Chaui</title><description>&lt;a href="http://www.hamiltonpereira.org.br/Hamilton/AppFile/Entrevista/chauin.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.hamiltonpereira.org.br/Hamilton/AppFile/Entrevista/chauin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt; Marilena Chaui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Minha Nossa Senhora da Filosofia...amo-te tanto, Mulher-colosso, amo-te com a angústia de quem ama, porque quem ama é refém de algo que transborda e escapa de toda reles capacidade de apreensão do amado pelo amador... ao invés de apreender, fico apreendido, fico apreensivo, inquieto, querendo ser Super-Homem o bastante pra parar o tempo, reverter a sina, girar a Terra ao contrário e assim poder estar no banco escolar ou nas barricadas da Maria Antônia, onde fosse, mas ao teu lado, engajado nas tuas lutas, lutas que mais que tuas, são da Humanidade, mas que graças a ti ficam mais belas, mais densas, mais dignas de nosso suor e sangue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao te escutar, me vem à mente um misto de delícia pelo privilégio, mas de carência, que ligo, por livre associação, sem base "científica", à etimologia (que muitos linguistas detestam e contestam) de "aluno" como ente "sem-luz" , segundo o sentido de negação da partícula "a".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sim, "a-luno" sem luz porque esmagado pelo sentimento de te dividir com sombras de multidões outras de admiradores "alunos"... e como meu amar é egoísta, como meu amar é ciumento e caprichoso!! rsrsrs. Porque os holofotes, não os da vaidade tola, mas os da hosana espinosana da alegria de ser, incidem sobre ti, fazem da tua aula palco, acontecimento, rito, e minha ânsia de ator salta na boca querendo que as coisas que tu dizes se transmutassem em carne, incêndio e ação, e que eu estivesse nesses enredos, enredado ardente nas batalhas e engajamentos que afinal dão sentido e espessura histórica à figura (hoje tão desgastada, banalizada, quando não folclorizada pelo servilismo fácil e chacrinha) do intelectual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Te assistir é como assistir a Zé Celso Martinez Correa, não é teatro, é "te-ato", me ata, me amarra e me arrasta, mexe com meu corpo, desvela uma cidadania de alma que contudo não é minha, "só" minha, não existe na privatividade do ego privado (privado "de"..., despossuído). Minha interioridade agostiniana sangra no furo da angústia, me descubro fora de mim, numa cena coletiva de que infelizmente nunca dei muita sorte de participar com felicidade, "cidadão" privado que sou num aion pessoal e coletivo de isolamentos, pânicos privados e temíveis massas barulhentas e caóticas de gente e coisas. Entre o estar privado de público e a privada pública, a política é sufocada, degenera na fedorenta politicagem miúda dos pavões apavorados, e com o fim da política se esvai a vocação (chamamento) do ser a se realizar em ato. Te-ato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fico então num silêncio e numa virtualidade que correm a descarregar suas tensões no refúgio do mais ler, do mais escrever, calado, até porque qualquer coisa que eu dissesse, no espetáculo de tua presença, seria apofaticamente um desperdício. Fazer "perguntas" a ti numa sala de aula, numa palestra, sempre me parece algo completamente supérfluo, como quem quebrasse o magnetismo do Sagrado.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não por alguma intolerância tua em responder, mas simplesmente porque já nos lançaste, quando chegado o momento protocolar das perguntas, a outra dimensão de questionamentos e perplexidades, que a mera linguagem banal de nossas imaturidades "alunas" só faria apequenar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Amo-te Marilena. Que Deus te preserve sempre em saúde e pujança de alma e de corpo, e que eu tenha (ou melhor, hospede) o mais possível tais dons pra ser-te fiel, sempre "aluno" ante ti, mas emissário da Luz que és tu mas que não é só tua, e que eu possa fazer pão e peixes das migalhas de sabedoria que eu mereça recolher de ti e deste banquete socrático de que fazes parte junto ao seleto grupo dos grandes da História.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7760915849552885559?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/declaracao-de-amor.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-6888286590769521919</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2009 13:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-27T07:21:39.385-07:00</atom:updated><title>água paralítica</title><description>&lt;a href="http://poetaslunares.blogs.sapo.pt/arquivo/agua-menina1.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://poetaslunares.blogs.sapo.pt/arquivo/agua-menina1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Rio sem Discurso&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;João Cabral de Melo Neto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando um rio corta, corta-se de vez &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o discurso-rio de água que ele fazia;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cortado, a água se quebra em pedaços, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;em poços de água, em água paralítica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em situação de poço, a água equivale&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a uma palavra em situação dicionária: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;isolada, estanque no poço dela mesma, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e porque assim estanque, estancada; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;e mais: porque assim estancada, muda&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e muda &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;porque com nenhuma comunica, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;porque cortou-se a sintaxe desse rio,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o fio de água por que ele discorria.&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O curso de um rio, seu discurso-rio, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;chega raramente a se reatar de vez; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;um rio precisa de muito fio de água &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;para refazer o fio antigo que o fez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Salvo a grandiloqüência de uma cheia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;lhe impondo interina outra linguagem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;um rio precisa de muita água em fios &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;para que todos os poços se enfrasem: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;se reatando, de um para outro poço, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;em frases curtas, então frase e frase, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;até a sentença-rio do discurso único&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;em que se tem voz a seca ele combate.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-6888286590769521919?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/agua-paralitica.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-3607684879684549648</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2009 13:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-23T11:35:46.294-07:00</atom:updated><title>nas catacumbas</title><description>&lt;a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2009/04/dom-helder-camara05.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2009/04/dom-helder-camara05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Dom Hélder Câmara (1909-1999), nascido há 100 anos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Os profetas são exceções, assim como o são as eras proféticas: uns e outras são estrelas que surpreendem, com seu apelo e sua prática da justiça e da misericórdia, o céu escuro da pesada Lei histórica, lei da ordem e da mera adaptação, habitat darwinista e maquiavélico, de cargos e verbas e poder abocanhados pelos espertos, covardes e seus conchavos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Rezo a Deus que me poupe de ressentimentos contra minha Santa e Pecadora Madre Igreja. E que em troca me conceda o dom paradoxal da resignação ativa, o otimismo prático e pessimismo teórico que partem do princípio de que, das altas hierarquias, sempre houve e haverá mesmo muito pouco a esperar. O que nem por isso legitima a preguiça gorda de nada fazer ou pior, de me aproveitar da acomodação com fins de gloríola pessoal. Ao contrário, a situação mais opressiva é aquela, como dizia Sartre, em que o homem mais é livre, e portanto mais responsável por si e por todos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Um João XXIII só poderia mesmo ser um estranho no ninho na mesma cúpula que, poucos anos depois, se vê ocupada por gente do naipe de Ratzinger. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Os "sinais dos tempos", grito dos oprimidos que nos anos 60 e 70 os profetas -relembrando a tradição judaico-cristã mais autêntica- exigiam que fosse escutado pela Igreja instituída, na verdade falavam, e falam hoje e sempre à Alma em vias de evolução "histórica" interior e exterior. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Falam portanto não às moscas e bozos da praça pública, mas nas catacumbas da História, nos espaços de refúgio e resistência da individualidade e da comunidade, jardins floridos da fé vivencial. Il faut cultiver notre jardin! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;E para tanto o profetismo nos ilumina, como memória revolucionária viva. Daí minha vontade de compartilhar o seguinte material com meus irmãos de fé. Vejam bem, não se trata de "irmãos" de credo nem de cruz-credo, mas daqueles que, das ideologias e temperamentos mais diversos, não obstante vivem (tanto mais quanto menos se preocupem em o nomear e conceituar) o espírito de Cristo. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Esse mesmo espírito de Cristo que santo Agostinho exigia daquele que ousa pôr as mãos no Texto Santo, daquele que se aproxima dos tesouros da fé e da Tradição sem a mera "curiositas" parasitária ou a cobiça da apropriação filistina.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;O material abaixo, eu dizia, se destaca entre os tesouros da memória revolucionária dos amigos de Cristo de todas as eras.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Que mais que letra morta ou prato de cupim acadêmico, ou ainda consolo comido com a baba água-com-açucar das nostalgias bobas, seja inspiração de fogo que queima e exige ação dos que ouvem o chamado do Redentor nas catacumbas e manjedouras da pobreza em que nasce sempre de novo o Menino-Deus .&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Amém - Amem&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;A igreja das catacumbas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;por Maria Clara Lucchetti Bingemer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=13407&amp;amp;cod_canal=47"&gt;http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=13407&amp;amp;cod_canal=47&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Neste ano em que se celebra o &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;centenário de Dom Helder Camara&lt;/span&gt;, muitas lembranças e recordações do&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; grande Dom&lt;/span&gt;, que foi &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;um dos presentes maiores de Deus à Igreja do Brasil têm sido desentranhados e trazidos à luz novamente&lt;/span&gt;. Limpos da poeira do esquecimento por nossa às vezes curta e ingrata memória, brilham como estrelas de primeira grandeza realimentando &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;nossa vida espiritual e nossa capacidade ética&lt;/span&gt;.Talvez um dos mais importantes seja a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;re-visita do chamado Pacto das Catacumbas&lt;/span&gt;. No dia 16 de novembro de 1965, poucos dias antes da clausura do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Concílio Vaticano II&lt;/span&gt;, cerca de 40 Padres Conciliares celebraram uma Eucaristia nas catacumbas de Domitila, em Roma, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;pedindo fidelidade ao Espírito de Jesus&lt;/span&gt;. Após essa celebração, firmaram o "Pacto das Catacumbas" .O documento é um desafio aos "irmãos no Episcopado" - aos bispos presentes, portanto, - a levarem uma "&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;vida de pobreza", a construir uma Igreja que se queria "servidora e pobre", como sugeriu o papa João XXIII&lt;/span&gt;. Os signatários - dentre eles, muitos brasileiros e latino-americanos, sendo que mais tarde outros também se uniram ao pacto - se comprometiam a viver na pobreza, a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;rejeitar todos os símbolos ou os privilégios do poder e a colocar os pobres no centro do seu ministério pastoral&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;O texto teve forte influência sobre a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Teologia da Libertação&lt;/span&gt;, que despontaria e floresceria nos anos seguintes.Um dos signatários , propositores e mesmo articuladores do Pacto foi Dom Hélder Câmara. O belo texto do Pacto é altamente &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;inspirador para toda a Igreja hoje como ontem&lt;/span&gt;. Aqui o transcrevemos do livro "Concílio Vaticano II", Vol. V, Quarta Sessão (Vozes, 1966), organizado por Dom Boaventura Kloppenburg, pp. 526-528.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PACTO DAS CATACUMBAS DA IGREJA SERVA E POBRE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho; incentivados uns pelos outros, numa iniciativa em que cada um de nós quereria evitar a singularidade e a presunção; unidos a todos os nossos Irmãos no Episcopado; contando sobretudo com a graça e a força de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos fiéis e dos sacerdotes de nossas respectivas dioceses; colocando-nos, pelo pensamento e pela oração, diante da Trindade, diante da Igreja de Cristo e diante dos sacerdotes e dos fiéis de nossas dioceses, na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue:&lt;br /&gt;1) Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue. Cf. Mt 5,3; 6,33s; 8,20.&lt;br /&gt;2) Para sempre renunciamos à aparência e à realidade da riqueza, especialmente no traje (fazendas ricas, cores berrantes), nas insígnias de matéria preciosa (devem esses signos ser, com efeito, evangélicos). Cf. Mc 6,9; Mt 10,9s; At 3,6. Nem ouro nem prata.&lt;br /&gt;3) Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem conta em banco, etc., em nosso próprio nome; e, se for preciso possuir, poremos tudo no nome da diocese, ou das obras sociais ou caritativas. Cf. Mt 6,19-21; Lc 12,33s.&lt;br /&gt;4) Cada vez que for possível, confiaremos a gestão financeira e material em nossa diocese a uma comissão de leigos competentes e cônscios do seu papel apostólico, em mira a sermos menos administradores do que pastores e apóstolos. Cf. Mt 10,8; At. 6,1-7.&lt;br /&gt;5) Recusamos ser chamados, oralmente ou por escrito, com nomes e títulos que signifiquem a grandeza e o poder (Eminência, Excelência, Monsenhor...). Preferimos ser chamados com o nome evangélico de Padre. Cf. Mt 20,25-28; 23,6-11; Jo 13,12-15.&lt;br /&gt;6) No nosso comportamento, nas nossas relações sociais, evitaremos aquilo que pode parecer conferir privilégios, prioridades ou mesmo uma preferência qualquer aos ricos e aos poderosos (ex.: banquetes oferecidos ou aceitos, classes nos serviços religiosos). Cf. Lc 13,12-14; 1Cor 9,14-19.&lt;br /&gt;7) Do mesmo modo, evitaremos incentivar ou lisonjear a vaidade de quem quer que seja, com vistas a recompensar ou a solicitar dádivas, ou por qualquer outra razão. Convidaremos nossos fiéis a considerarem as suas dádivas como uma participação normal no culto, no apostolado e na ação social. Cf. Mt 6,2-4; Lc 15,9-13; 2Cor 12,4.&lt;br /&gt;8) Daremos tudo o que for necessário de nosso tempo, reflexão, coração, meios, etc., ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos laboriosos e economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique as outras pessoas e grupos da diocese. Ampararemos os leigos, religiosos, diáconos ou sacerdotes que o Senhor chama a evangelizarem os pobres e os operários compartilhando a vida operária e o trabalho. Cf. Lc 4,18s; Mc 6,4; Mt 11,4s; At 18,3s; 20,33-35; 1Cor 4,12 e 9,1-27.&lt;br /&gt;9) Cônscios das exigências da justiça e da caridade, e das suas relações mútuas, procuraremos transformar as obras de "beneficência" em obras sociais baseadas na caridade e na justiça, que levam em conta todos e todas as exigências, como um humilde serviço dos organismos públicos competentes. Cf. Mt 25,31-46; Lc 13,12-14 e 33s.&lt;br /&gt;10) Poremos tudo em obra para que os responsáveis pelo nosso governo e pelos nossos serviços públicos decidam e ponham em prática as leis, as estruturas e as instituições sociais necessárias à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmônico e total do homem todo em todos os homens, e, por aí, ao advento de uma outra ordem social, nova, digna dos filhos do homem e dos filhos de Deus. Cf. At. 2,44s; 4,32-35; 5,4; 2Cor 8 e 9 inteiros; 1Tim 5, 16.&lt;br /&gt;11) Achando a colegialidade dos bispos sua realização a mais evangélica na assunção do encargo comum das massas humanas em estado de miséria física, cultural e moral - dois terços da humanidade - comprometemo-nos:• a participarmos, conforme nossos meios, dos investimentos urgentes dos episcopados das nações pobres; • a requerermos juntos ao plano dos organismos internacionais, mas testemunhando o Evangelho, como o fez o Papa Paulo VI na ONU, a adoção de estruturas econômicas e culturais que não mais fabriquem nações proletárias num mundo cada vez mais rico, mas sim permitam às massas pobres saírem de sua miséria. 12) Comprometemo-nos a partilhar, na caridade pastoral, nossa vida com nossos irmãos em Cristo, sacerdotes, religiosos e leigos, para que nosso ministério constitua um verdadeiro serviço; assim:• esforçar-nos-emos para "revisar nossa vida" com eles; • suscitaremos colaboradores para serem mais uns animadores segundo o espírito, do que uns chefes segundo o mundo; • procuraremos ser o mais humanamente presentes, acolhedores...; • mostrar-nos-emos abertos a todos, seja qual for a sua religião. Cf. Mc 8,34s; At 6,1-7; 1Tim 3,8-10. 13) Tornados às nossas dioceses respectivas, daremos a conhecer aos nossos diocesanos a nossa resolução, rogando-lhes ajudar-nos por sua compreensão, seu concurso e suas preces.AJUDE-NOS DEUS A SERMOS FIÉIS. Com essas humildes e fervorosas palavras terminavam os bispos seu pacto. Elas precediam suas assinaturas. Que a mesma prece habite nosso coração e que o pacto das catacumbas, devidamente adaptado a nosso estado de vida, quer sejamos leigos, religiosos ou clérigos, possa ser o norte de nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3607684879684549648?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/nas-catacumbas.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-3137625865344386905</guid><pubDate>Mon, 19 Oct 2009 12:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-20T05:23:14.526-07:00</atom:updated><title>meeeeeeeengoooooooo !!!!!!!!!</title><description>&lt;a href="http://www.pages3d.net/sitebuilder/images/flamengo-sunset-600x450.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 600px; CURSOR: hand; HEIGHT: 450px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.pages3d.net/sitebuilder/images/flamengo-sunset-600x450.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://api.ning.com/files/EfXJ4MoyXWpfkHaNI3helfhHev0kxmrQlmv7Ufs7nQGW3D0l7v8lDMQmi9E3PNn*z*eY3LUSm7GaL9bTTXkARFDOGOnrFRKH/nelsonrodriguesfotoufmg2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 438px; CURSOR: hand; HEIGHT: 480px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://api.ning.com/files/EfXJ4MoyXWpfkHaNI3helfhHev0kxmrQlmv7Ufs7nQGW3D0l7v8lDMQmi9E3PNn*z*eY3LUSm7GaL9bTTXkARFDOGOnrFRKH/nelsonrodriguesfotoufmg2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu mestre Nelson Rodrigues (vejam bem, não é Nerso da Capitinga) cunhou, em &lt;em&gt;Otto Lara Resende ou Bonitinha mas Ordinária&lt;/em&gt;, uma frase célebre e apimentada (vejam bem, não é forçação de barra de quinta categoria, comprada no Paraguai): "O mineiro só é solidário no câncer".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todo mundo tá CARECA de saber que piada só é engraçada se tiver algum pecadilho. Não sei se no Paraíso dos chatos e dos clínicos trágicos do Mal haveria ainda gargalhadas... suspeito que não. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É que a gargalhada é uma abolição provisória das censuras morais, dos sofrimentos e ressentimentos de que se nutrem e engordam os divãs trágicos dos clínicos trágicos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É o instante em que nos permitirmos afetos primitivos que nossa própria consciência moral reprovaria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Posso muito bem simpatizar, e simpatizo, com muitas pessoas que na cama preferem gente do mesmo sexo, mas por serem legais, não pela preferência na cama, que pouco me importa, e posso ser a favor dos direitos dos gays (e grande parte dos gênios da humanidade eram gays) e rir de um esculacho na bicha enrustida e seu modo tradicionalmente agressivo de tratar os outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como bem sabem os clínicos, trágicos ou não, os outros são espelhos distorcidos em que essa bicha pode gostosamente descarregar tragicamente o ódio e inconformismo trágicos que tem contra si própria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Voltando ao mestre Nelson, e à sua frase deliciosa "o mineiro só é solidário no câncer": expressão bem-humorada de um profundo pessimismo acerca da generosidade humana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E eu descobri como isso funciona num terreno caro a Nelson: o futebol. Sim, Nelson não tinha vergonha de se assumir do povo, não negava suas raízes num macunaímico delírio de grandeza e autopurificação na água regeneradora da farsa e do cruz-credo trágicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que descoberta futebolística foi essa, caro leitor (sem puxa-saquismos tá? rs) ? Quando do rebaixamento do Timão em 2007, vi espalhada pelo país uma alegria perversa, de todas as torcidas, não só a das BICHAS e dos porcos. Desde então, em retribuição (pois ódio só gera ódio), jurei que, afora a paixão pelo Timão, jamais simpatizaria novamente com esse ou aquele time, um por ser popular, o outro por ser alvinegro, um terceiro por jogar futebol de qualidade e de garra, enfim, por times que lembrassem palidamente, em algum traço qualquer, o insuperável Sport Club Corinthians Paulista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas confesso: não dá. Ainda mais depois da vitória de ontem em pleno Chiqueirão, EU SOU MENGOOOOOOOOOOOO NESSA RETA FINAL DO BRASILEIRÃO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois nós corintianos estamos já de férias, esperando a Libertadores do ano que vem; o campeonato atual já não nos interessa, desde que, claro, não tenhamos a arrogância burra (e todo arrogante é tragicamente um BURRO TRÁGICO) de entrar com pé mole nos jogos e perder até ir para o buraco (deus me livre!) do birrebaixamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Flamengo tem uma linda torcida, tem uma energia fantástica, é síntese do Rio que eu adoro, do sotaque carioca que às vezes eu gostaria de ter rsrs. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gosto do Andrade, craque da geração dos anos 80 e ser humano de uma extrema humildade, apesar dos preconceitos que ainda incidem em pleno futebol brasileiro contra os técnicos negros (absurdo, não?). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E além disso estou tendo a chance de saldar uma dívida histórico-familiar: por ter um primo flamenguista fanático, eu fui induzido a um sentimento de rivalidade mortal contra aquele que é nosso co-irmão mais parecido, time do povo no Rio, torcida quase tão grande quanto a nossa rsrs. Sempre tive uma tendência altamente competitiva (sobretudo com a cuecada, ou com os machões de calcinha, pois as mulheres eu me contento em amar e admirar, e tanto mais quanto mais lindas e inteligentes forem rsrs). Mas hoje, caro Dennis, superei essas antigas rixas e tô contigo no apoio ao teu querido Flamengo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em suma, renegando nesse aspecto e nesse momento a sabedoria de mestre Nelson, SOU SOLIDÁRIO COM VC MENGÃO, VAI COM TUDO, PAU NOS PORCOS E NAS BICHAS!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3137625865344386905?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/meeeeeeeengoooooooo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-7789742427371593826</guid><pubDate>Sat, 17 Oct 2009 15:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-18T02:51:46.258-07:00</atom:updated><title>horror</title><description>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 345px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_S2FKq1Of0Kk/RmboD8tesvI/AAAAAAAAAGw/kHySb6UCpOg/s400/helio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;Hélio Oiticica&lt;/em&gt; &lt;em&gt;(1937-1980)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Um paciente vem a Lacan com o rosário de misérias que tem a declarar sobre si mesmo. Ele se considera, em resumo, um verme. Mais&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt; que tudo se acusa de ser um péssimo marido. E antes de prosseguir o infinito do gozo da auto-vitimização à procura da graça consolatória do mestre, é barrado por Lacan, o anti-mestre: "Sim, e você dizer que é um péssimo marido não impede você de realmente ser um péssimo marido".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Ahhh as artimanhas do escapismo... Adoramos nos xingar para nos aliviarmos da culpa de sermos assim, ou quem sabe pra driblar nossas verdadeiras culpas, e para quem sabe "espaçar" e "temporalizar" um intervalo entre o escroto objeto e o sapiente sujeito deste nosso discurso: mesmo sendo sujeito e objeto a mesma pessoa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Tudo isso me vem à tona porque uma das coisas pelas quais me culpo é ter investido muito, afetiva e economicamente, nos livros, uma das maiores paixões da minha vida. Mas por que me culpo? Porque acho, como os cínicos à la Diógenes, como Cristo, Buda, como os verdadeiros mestres, que não levaremos nada dessa vida, e quanto mais leve nossa bagagem, ao longo dos trabalhos que são também os modos de cada um evitar e esperar a "indesejada das gentes" e  seu barqueiro Caronte, melhor a viagem final que faremos. Mas ainda assim me apego, e acho que a culpa é uma das formas pelas quais magicamente torço para que esse apego não seja arruinado pela desgraça.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Apaixonado pela minha biblioteca, como pelos meus entes queridos, pelos meus bichos, morro de medo da morte. Não só da morte em si, mas de suas pequenas e grandes irrupções no e durante o vivo: as destruições imprevisíveis que também são criações daquilo que somos. Falasser, Falta-a-ser. No caso da biblioteca, o pesadelo maior que me assombra é o incêndio. A perda irracional de alguns de meus "maiores amigos", daqueles sem os quais a vida pra mim não tem sentido: os Livros. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Daí também a dor pela notícia que reproduzo abaixo. Nem preciso dizer que é uma dor "objetiva" por se tratar de grave agressão à memória da cultura brasileira, e isso em plena "cidade olímpica" (ahhh, nem só de pão viveria o homem brasileiro, isso quando tem pão, mas de tantas palhaçadas...) . Como é possível um patrimônio da importância do acervo de Hélio Oiticica estar tão vulnerável, tão mal protegido ante os riscos do absurdo?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Mas, espaço de divã, di -vão livre para associações "livres" , como é este cantinho do Monastério, tenho de confessar que a dor por Oiticica é também dor antecipatória e conjuratória, mas por mim mesmo. Pelos meus fantasmas. Aliás, a dor pelos outros não tem sempre algo de fantasmático? Muito de projeção pessoal, de antecipação da verdade, real e imaginada, -todo fantasma é verdadeiro e ilusório- de que esse mesmo mal nos ameaça? Não poderíamos falar, sem ironia, num certo "egoísmo benigno" da compaixão?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17/10/2009 - 09h12&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Incêndio atinge casa do artista plástico Hélio Oiticica e destrói acervo no Rio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;colaboração para a Folha Online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um incêndio atingiu a casa da família do artista plástico Hélio Oiticica no Jardim Botânico, zona sul do Rio, na noite de sexta-feira (16). Quase todo o acervo do artista ficou destruído.&lt;br /&gt;O fogo atingiu uma sala localizada no primeiro andar da casa, local onde estavam guardadas as pinturas e esculturas do artista.&lt;br /&gt;No momento do incêndio, a família estava reunida do terceiro andar da casa, mas quando sentiram o cheio da fumaça, as obras já estavam em chamas.&lt;br /&gt;"Sinto que eu fracassei porque minha missão, depois que me aposentei, era cuidar da obra dele, da divulgação e da guarda da obra dele", disse a jornalistas César Oiticica, irmão do artista plástico.&lt;br /&gt;Segundo ele, o fogo destruiu 90% da obra, e o prejuízo pode chegar a US$ 200 milhões, de acordo com a Globonews. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Saiba mais sobre Hélio Oiticica, um dos mais importantes artistas brasileiros&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;colaboração para a Folha Online&lt;br /&gt;Um &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u639395.shtml"&gt;&lt;em&gt;incêndio&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; no Rio que só foi controlado neste sábado destruiu quase todo o acervo do artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980), segundo sua família. O artista tem entre suas obras mais importantes a "Tropicália", que inspirou e deu nome ao movimento cultural brasileiro que revolucionou a música, o cinema, o design, a moda e as artes do país nos anos 70.&lt;br /&gt;O artista, que compareceu a uma escola pela primeira vez aos dez anos, teve sua formação influenciada pelo pai, José Oiticica Filho --um dos mais importantes fotógrafos brasileiros-- e pelo avô José Oiticica, intelectual filólogo, professor, escritor e jornalista.&lt;br /&gt;Em 1953, Oiticica começou a estudar pintura com Ivan Serpa, após tomar contato com a obra de Paul Klee, Alexander Calder, Piet Mondrian e Pablo Picasso durante a II Bienal do Musel de Arte Moderna de São Paulo. Em 1954, entrou para o Grupo Frente e junto fez a sua primeira exposição no Museu de Arte Moderna.&lt;br /&gt;Nessa época, Oiticica começou a conviver com artistas e críticos, como Lygia Clark, Ferreira Gullar e Mário Pedrosa. Sua obra desse período, entre 1955 e 1957, são pinturas geométricas sob guache e cartão, que resultou em 27 trabalhos nessa técnica, intitulados 'Secos', que foram expostos no Rio de Janeiro, na Exposição Nacional de Arte Concreta.&lt;br /&gt;Em 1959, convidado por Lygia Clark e Gullar, integrou o Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e passou a realizar pinturas a óleo sobre tela e compensado. São obras monocromáticas que incluem pinturas triangulares em vermelho e branco.&lt;br /&gt;Também em 1959, o artista participou da V Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960 trabalhou como auxiliar técnico de seu pai, José Oiticica Filho, no Museu Nacional.&lt;br /&gt;A partir do início dos anos 60, Oiticica começou a definir qual seria o seu papel nas artes plásticas brasileiras e a conceituar uma nova forma de trabalhar, fazendo uso de maneiras que rompiam com a ideia de contemplação estática da tela. Surgiu aí uma proposta da apreciação sensorial mais ampla da obra, através do tato, do olfato, da audição e do paladar.&lt;br /&gt;Entre as obras os "Penetráveis", criados para serem vivenciados (ou penetrados) pelo espectador. Nestas obras, o artista passa a criar espaços de convivência que rompem com a relação formal entre arte e observador e pedem presença ativa e distendida no tempo.&lt;br /&gt;Parangolé&lt;br /&gt;Em 1964, o artista aproximou-se da cultura popular e passou a frequentar a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, tornando-se passista e integrando-se na comunidade do morro. Vem dessa época o uso da palavra "parangolé" que passou a designar as obras que estava trabalhando naquele momento.&lt;br /&gt;Os primeiros parangolés se compunham de tenda, estandarte e bandeira e P4, a primeira capa para ser usada sobre o corpo. São obras que causaram polêmicas e ele definia como "antiarte por excelência".&lt;br /&gt;Em 1965, o artista começou carreira internacional e realizou a exposição --Soundings Two-- em Londres, ao lado de obras de Duchamp, Klee, Kandinsky, Mondrian, Léger, entre outros.&lt;br /&gt;Em 1967, iniciou suas propostas supra-sensoriais, com os bólides da "Trilogia Sensorial", além dos penetráveis PN2 e PN3 que faziam parte da obra Tropicália, mostrada na exposição Nova Objetividade Brasileira, no MAM, Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Em 1972, usou o formato super 8 e realizou o filme Agripina é Roma - Manhattan. O cinema passou a ser uma referência, e em 1973 criou o projeto Quase-cinema, com a obra "Helena inventa Ângela Maria", série de slides que evocam a carreira da cantora Ângela Maria.&lt;br /&gt;Uma nova série de penetráveis intitulados Magic Square e os objetos Topological ready-made landscapes foram mostrados na exposição Projeto construtivo brasileiro, MAM, Rio de Janeiro, em 1977. Em 1979, criou o seu último penetrável chamado "Azul in azul". Neste ano, Ivan Cardoso realizou o filme "HO", retratando a obra de Hélio Oiticica.&lt;br /&gt;No dia 22 de março de 1980 o artista morreu após sofrer um acidente vascular cerebral no Rio de Janeiro.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7789742427371593826?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/horror.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_S2FKq1Of0Kk/RmboD8tesvI/AAAAAAAAAGw/kHySb6UCpOg/s72-c/helio1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-7609054038295796273</guid><pubDate>Wed, 14 Oct 2009 13:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-20T04:00:25.944-07:00</atom:updated><title>sincronicidades</title><description>&lt;a href="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/05/escher_moebius1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 282px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/05/escher_moebius1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Sonhos de um dentro &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;que soubesse&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;ser dentro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;o suficiente &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;auto-suficiente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;e de um fora&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;que pusesse &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;[escrevi errado, era pudesse, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;mas gostei do efeito imprevisto do pusesse] &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;ser fora o bastante. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Pesadelos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Pesadédalos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;de um dentro &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;que nada &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;faz &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;senão &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;fugir dos vícios &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;dos vírus&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;do fora, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;que repetem&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;o dentro, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;os dados&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;e um fora &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;que não é &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;senão &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;extensão &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;sem cerca&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;do &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;pasto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;sem pastor &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;do dentro, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Totalitário &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;cerco&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;sem centro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;circo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;internato&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;do interno &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;carente &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Totalmente &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;(o total mente?) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Foradentro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;outrora&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;aurora&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;do Aberto. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7609054038295796273?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/sincronicidades.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-1514093261517342910</guid><pubDate>Tue, 13 Oct 2009 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-13T19:33:24.978-07:00</atom:updated><title>travessia e eudaimonia</title><description>&lt;a href="http://www.naturamente.com.br/imagens/Jung_Pintura.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 332px; CURSOR: hand; HEIGHT: 442px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.naturamente.com.br/imagens/Jung_Pintura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Desenho feito por Jung, que representa, vestido de verde, um humano (o ego) agachado em atitude de reverência profunda à árvore de fogo (o Inconsciente Coletivo) que brota do solo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Nicht' raus, sondern durch!"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;(não para fora, mas através)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;C. G. Jung&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eudaimonia - termo grego para a felicidade; deriva de &lt;em&gt;daimon&lt;/em&gt;, o gênio interior, o Anjo Guardião dos ocultistas. Bem-aventurados os que vivem em travessia da existência na barca de seu próprio dáimon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em sonho hoje à noite, estava eu num culto pagão, com ares de Rosa-Cruz, e uma televisão emitia a voz de um palestrante cristão (muitas vezes, e esta madrugada não foi diferente, eu pego no sono, de fato, com televisão ligada em programas religiosos, como na Rede Vida).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;O barulho da TV incomoda a todos, tal o clima de silêncio e concentração coletiva que se respira, tento fazer um movimento de apagar o aparelho, como se fosse a minha própria TV da sala, e o "líder" do culto pagão rosa-cruz aprova meu movimento de ir apagar, e diz, sem agressividade mas como quem corrige com vigor seu pupilo, para que eu não fique na beirada entre uma coisa e outra, é preciso escolher! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A cena seguinte me mostra dialogando com uma conhecida, por quem outrora cheguei a ter afetos platônicos silenciados pela timidez e certo complexo de inferioridade; eu no carro dela, ela ao volante, com a firmeza que lhe é habitual, e vou falando da experiência no ritual e também faço as reflexões que registrei acima sobre daimon e eudaimonia. Ela demonstra interesse, mas com o distanciamento de espírito que nunca consegui atravessar, e que ao mesmo tempo que barrava, me excitava e incitava. O percurso, e o sonho, acabam na garagem dela, a porta da garagem se fechando, escuro, eu dizendo de minhas doídas saudades da menina. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-1514093261517342910?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/travessia-e-eudaimonia.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-6456727477664666237</guid><pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-08T08:41:45.492-07:00</atom:updated><title>Rainha da Libertação, rogai por nós</title><description>&lt;a href="http://www.mariansolidarity.com/wp-content/uploads/2009/08/inset-botticelli-madonna-of-the-magnificat1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 425px; CURSOR: hand; HEIGHT: 460px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.mariansolidarity.com/wp-content/uploads/2009/08/inset-botticelli-madonna-of-the-magnificat1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Como entre os gregos, é a expiação da hybris (soberba) pela queda do trono e por um novo saber que provém do sofrer; na fé ancestral do povo oprimido, é a esperança dos pobres pela redenção contra as injustiças que mancham a Terra; na sabedoria de Jung, é a enantiodromia, a revolta e a viravolta que jorram feito tsunami do inconsciente para destruir e recriar, semeando novo equilíbrio profundo do Si-Mesmo, na terra devastada que restou do que eram antes as casinhas idiotas, brinquedinhos fúteis e a polícia arrogante e cega do ego obsessivo (obsessio é "ato de sentar-se diante, bloqueando a passagem", ob-cercar).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;O Cântico de Maria é o Cântico da Libertação, que age em nossas almas no doloroso transtempo do vivenciar humano da Verdade eterna.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Maria, então, disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;'Minha alma engrandece o Senhor,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e meu espírito exulta em Deus em meu Salvador,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;porque olhou para a humilhação de sua serva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sim! Doravante as gerações todas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;me chamarão de bem-aventurada,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;pois o Todo-poderoso fez grandes coisas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;em meu favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Seu nome é santo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e sua misericórdia perdura de geração em geração,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;para aqueles que o temem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agiu com a força de seu braço,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;dispersou os homens de coração orgulhoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depôs poderosos de seus tronos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e a humildes exaltou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cumulou de bens os famintos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e despediu ricos de mãos vazias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Socorreu Israel seu servo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;lembrado de sua misericórdia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-conforme prometera a nossos pais-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;em favor de Abraaão e de sua descendência, para sempre!'"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(Lc 1, 46-56)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-6456727477664666237?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/rainha-da-libertacao-rogai-por-nos.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-8987553620449609321</guid><pubDate>Tue, 06 Oct 2009 13:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-06T10:31:29.420-07:00</atom:updated><title>isto é Diógenes</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KvfEGlZ1VPc/Sgvu_pxC39I/AAAAAAAABqA/a3GBQEwRmtk/s400/diogenes3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 330px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_KvfEGlZ1VPc/Sgvu_pxC39I/AAAAAAAABqA/a3GBQEwRmtk/s400/diogenes3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com alguns dos caros e bem-vindos visitantes deste monastério (há outros visitantes, sinto pelo fedor do olho gordo, nem tão caros assim, e muito menos bem-vindos...), já pude compartilhar e rir desta anedota acerca de um dos grandes filósofos da Antiguidade, Diógenes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um dia Diógenes estava deitado no meio de um caminho tomando banho de sol quando dele se aproximou o Imperador Alexandre, O Grande e disse: "Diógenes, pede o que quiseres, eu vou conceder". Diógenes abriu um olho e desde o chão respondeu para ele: "Afaste-se um pouco, porque está tampando o sol" (&lt;em&gt;vide a imagem acima&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Diógenes não tinha muita frescura pra dizer o que pensava, vide a resposta que deu a um indivíduo calvo que certa vez tentou ofendê-lo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Não serei desrespeitoso com você,mas devo dar os parabéns para seus cabelos por terem deixado uma cabeça tão suja".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outra afirmação fulminante do filósofo cínico: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Os homens são infelizes por causa de sua própria estupidez".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caro Diógenes, que minhas gargalhadas atravessem os séculos e cheguem a ti como símbolo (palavra que, na Grécia, se referia a uma moeda partida ao meio entre dois amigos, para futuros reencontros) de minha extrema afeição, admiração por ti. És um alento e um exemplo para os vocacionados ao pensar livre e corajoso, ou seja, ao pensar em si, essa arca de Noé espiritual em meio ao mar de merda diarréica do rebanho, dos otários e dos oportunistas (pra quem filosofia é pretexto do business mesquinho com ares de maquiavélico, ou então fingimento "religioso" e congressos da conversa-fiada e da pompa inexpressiva). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-8987553620449609321?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/10/isto-e-diogenes.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KvfEGlZ1VPc/Sgvu_pxC39I/AAAAAAAABqA/a3GBQEwRmtk/s72-c/diogenes3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-7733740222815372855</guid><pubDate>Mon, 21 Sep 2009 14:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-23T06:10:10.535-07:00</atom:updated><title>o professor pleonasmo</title><description>&lt;a href="http://portal.rpc.com.br/midia/tn_280_651_paulo_leminski.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 390px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://portal.rpc.com.br/midia/tn_280_651_paulo_leminski.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Paulo Leminski&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Mamãe dizia outro dia: você bebê se agarrava no meu pescoço e tinha quase um troço, queria a mãe, não "o maternal", achava a escola uma violência descomunal. La-crime-java aflição, perder meu colo, que crime e condenação! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Mamãe, até hoje te reencontro no Saber, não na Escola. E até hoje choro quando me tiram de teu pescoço de palavras, de teu colo de poemas, de teu seio de sentidos, pra me pôr no meio dos chatos e babacas, tendo de mandar ou obedecer os prosaicos, ameaçado de me tornar mero aluno ou pior, "aluno aposentado" , jogador que pendurou a chuteira e tá no banco como professor da bolerada, ou seja, véinho professor blablacento, cagando regra em disenterias sintáticas axiomáticas axiológicas escolásticas, contando o mundo como se não passasse de filmes já assistidos desde sempre e para sempre, assimilando o óbvio, ou melhor, o que já se "sabia" antes de ver, monoglota tradutor das polifonias da existência, lendo certezas com bundão sentado, pipoca de veneno e boca aberta cheia de dentes, e depois estragando a surpresa das pessoas que ainda não assistiram, e talvez nem fossem apenas assistir, mas sim viver, isto é, confrontar o novo, o inédito e o próprio. Sei que isso, viver, é incompreensível pra essa gente, os explica-dores profissionais e suas cartilhas. Queria ser criança de novo, chorando no pescoço de mamãe, sem precisar entrar na Escola e ter de escutar esses prosaicos, escutá-los mais até do que eles mesmos se escutam, maldito dom que Alguém me deu de ser médium dos recalques dos fracos e ressequidos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;-Unzuhause-&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida regular como um paradigma da 1ª conjugação. Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência. Foi feliz. Era possessivo como um pronome. E ela era bitransitiva. Tentou ir para os EUA. Não deu. Acharam um artigo indefinido em sua bagagem. A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo Leminski &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7733740222815372855?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/09/o-professor-pleonasmo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-2453159148856715453</guid><pubDate>Sat, 19 Sep 2009 17:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-21T06:29:04.030-07:00</atom:updated><title>a vida das formas</title><description>&lt;a href="http://www.theosophycardiff.care4free.net/albred.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; CURSOR: hand; HEIGHT: 370px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.theosophycardiff.care4free.net/albred.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Alice Bailey (1880-1949)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Linda a passagem, que transcrevo a seguir, de um livro de Alice Bailey, pensadora inglesa que, com Helena Blavatsky, foi uma das maiores expressões do reavivamento ocultista no século XX. Só faria reparos em dois pontos de seu raciocínio. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Um concerne à classificação, pela autora, do estado de solidão como um fenômeno comparável ao espírito de ódio e de divisão, como se fossem, todos eles, sintomas equivalentes do grande malefício da "separatividade" (o egoísmo, o supor-se individualmente autosuficiente e separado do resto do mundo). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Eu diria que nem toda solidão tem esse significado tão pejorativo; a solidão por vezes é experiência inevitável e necessária no caminho do homem ao encontro de si mesmo. É a "noite escura da alma" (São João da Cruz), na qual podemos queimar no fogo da aflição e da confusão as antigas maneiras erradas de vinculação com os outros. A santidade (genialidade espiritual e moral) e a criatividade (genialidade estética e intelectual) podem ter na solidão um campo fecundo de desenvolvimento; o misturar-se na turba, ao contrário, é quase certa contaminação do homem por sua própria natureza inferior, presentificada nos déficits e falsidades do rebanho, da massa acéfala.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;O outro ruído que escuto nessa fala que no geral é tão certeira, concerne à expressão "ter de amar". Ter de amar me parece uma contradictio in adjectio (contradição em termos). "Ter de" é um verbo das gramáticas morais, dos mandamentos impressos na pedra, na tábua; amor é liberdade. É algo mais concernente ao&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt; "lado vida da forma" do que ao "lado forma da vida", para retomar o belo jogo de palavras da própria autora. Lado vida da forma: o Espírito "que sopra onde quer" , a Verdade para além de todo dogma, o Sentido que paira sobre as águas primordiais, o Não-sentido que desacata toda pretensão a panacéias hermenêuticas, o sentir do Uno anterior e posterior ao pensar, pesar, ao triste "penser-panser" (em francês, duas palavras de mesma pronúncia: pensar- cobrir feridas) das cisões alienadas. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;******&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"O senso de responsabilidade pelas ações individuais cresce à medida que se avança de estágio em estágio no Caminho da Evolução. Nos estágios iniciais há pouca ou nenhuma responsabilidade. Há pouco ou nenhum conhecimento, nenhum senso de relação com Deus e muito pouco senso de relação com a humanidade. É este senso de separatividade, esta ênfase no bem pessoal e individual que pertence à natureza do pecado. &lt;span style="color:#990000;"&gt;O amor é unidade, unificação e síntese. A separatividade é ódio, solidão e divisão. &lt;/span&gt;Mas o homem, sendo divino em sua natureza, &lt;span style="color:#990000;"&gt;tem de amar&lt;/span&gt;, e o problema tem sido que ele tem amado erradamente. Nos estágios iniciais de seu desenvolvimento ele situa seu amor na direção errada e, voltando as costas para o amor a Deus, que é da própria natureza de sua própria alma, ele ama aquilo que está conectado com &lt;span style="color:#990000;"&gt;o lado forma da vida&lt;/span&gt; e não com &lt;span style="color:#990000;"&gt;o lado vida da forma&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice Bailey &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;De Belém ao Calvário - As Iniciações de Jesus&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-2453159148856715453?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/09/linda-passagem-que-transcrevo-seguir-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-1602032387555865120</guid><pubDate>Wed, 16 Sep 2009 13:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-19T04:39:38.540-07:00</atom:updated><title>filosofia e terapia</title><description>&lt;a href="http://www.lighttide.com/art/fineart/images/alchemy_i.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 450px; CURSOR: hand; HEIGHT: 450px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lighttide.com/art/fineart/images/alchemy_i.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.terrytheweaver.ie/images/Tapestries/HealingTree.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Epicteto, filósofo estóico (55-135 d. C.), considerava a prática da filosofia como uma espécie de medicina da alma. Ele repreendia seus alunos quando reparava em algum deles o interesse de apenas aprender "filosofia", no sentido em que hoje entenderíamos o termo, ou seja, um mero assimilar conceitos, aprender a discutir, decorar os macetes da técnica dos silogismos etc; censurava-os mais ou menos nestes termos: viestes equivocadamente para minha escola em busca disto, não para obter vossa cura, nem com o espírito de vos fazer cuidar (terapia: cuidar, velar o Ser); deveis vos lembrar de que estais aqui essencialmente para a cura. Portanto, antes de nos lançarmos à arte de tecer silogismos, que escutássemos e praticássemos este preceito, essência do próprio filosofar: "curai vossas feridas, estancai o fluxo de vossos humores, acalmai vosso espírito". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Noutro trecho de um de seus escritos, Epicteto indagava: "O que é uma escola de filosofia? Uma escola de filosofia é um &lt;em&gt;iatreîton&lt;/em&gt; [um dispensário, espécie de hospital]. Quando se sai da escola de filosofia não se deve ter aprendido o prazer, mas sofrido. Pois não freqüentais a escola de filosofia porque e quando estais em boa saúde. Este chega com o ombro deslocado, aquele com um abcesso, o terceiro com uma fístola, o outro com dores de cabeça" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(cf. Michel Foucault, &lt;em&gt;A Hermenêutica do Sujeito&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ahhh, como queria encontrar mais epictetos em minhas sendas de procura e perdição!! Sendas de tontería, dores de cabeça, abcessos irreprimíveis, febres, feridas nos pés e ataques do coração. Deus permita que eu possa, se sobreviver rs, vir a dar disso -filosofia como experiência vital, questão de vida e morte para a saúde anímica- que quase não recebi nos labirintos frios e abstratos da filosofia acadêmica (com as raríssimas exceções de praxe). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-1602032387555865120?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/09/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-441735909234536938</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2009 14:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-15T06:03:59.172-07:00</atom:updated><title>o caos reina</title><description>&lt;a href="http://fatioupassou.com/wp-content/uploads/2009/07/3428.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 365px; CURSOR: hand; HEIGHT: 500px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://fatioupassou.com/wp-content/uploads/2009/07/3428.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt;"Não há dúvida de que a concepção cristã primitiva da 'imago Dei' [imagem de Deus], encarnada em Cristo, expressa uma totalidade universal que contém em si o lado animal do homem (&lt;em&gt;pecus&lt;/em&gt;!). Mas, mesmo assim, falta ao símbolo de Cristo a totalidade entendida em sentido moderno, porque em vez de incluir exclui, &lt;em&gt;expressis verbis&lt;/em&gt; (expressamente), o lado noturno das coisas, como um antagonista luciferino. (...) Se reconhecermos um paralelo da manifestação psicológica do si-mesmo na figura tradicional de Cristo, o Anticristo corresponde à sombra do si-mesmo, isto é, à metade obscura do homem, que não deve ser julgada com demasiado otimismo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt;Jung, C. G. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt;Aion&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Muito se disse e ainda se dirá a favor ou contra &lt;em&gt;Anticristo&lt;/em&gt;, de Lars Von Trier, sem dúvida um dos maiores acontecimentos culturais deste 2009. Eu saí do filme estranhamente dominado por uma sensação que me remetia ao jornalismo canhestro retratado em &lt;em&gt;As Ilusões Perdidas&lt;/em&gt; de Balzac: eu poderia simplesmente descer a lenha ou levantar hosanas, segundo a conveniência ou o humor do momento em que escrevesse. É um filme igualmente predisposto e convidativo para ser odiado ou adorado. Ou ambos. E acho que Von Trier gargalha quanto mais seus críticos sabichões assacarem argumentos engenhosos numa ou noutra direção. Pois ele está pouco se lixando, tem nome, e mais que isso, tem demônio (no sentigo grego: daimon) o suficiente dentro de si para falar o que lhe der na telha, o que lhe for na alma, o que escutar em si, seja no si pessoal ou no coletivo. E o que ele nos testemunha, dessa vez, é uma tremenda dor - ao que parece, estava em aguda crise depressiva para a qual esse filme foi uma forma de "terapia", catarse. Sei como é isso. Sinto muitas vezes no trabalho a única possibilidade de saída da caverna escura do mal-estar dos ossos. Outro dia, num "jogo de areia" conduzido pela brilhante analista junguiana Denise Ramos, meu cenário, entre outros elementos, tinha uma espécie de gruta, bem rústica, que poderia ser vista como uma pedra tosca, furada no centro, escultura ainda informe; ao seu lado, o globo terrestre, e entre ambos, uma singela ponte. Sem ter nem pensado muito ao escolher esses símbolos, creio que acessei um aspecto importante de minha vida anímica, que é pra mim o eterno alternar entre a miséria dos afetos caóticos e a "ponte" que, via trabalho, nem que seja o (mero?) trabalho da imaginação, construo rumo a um provisório ordenamento do caos em cosmos. Até que chega a hora da volta à escuridão. Minha intenção voluntária havia sido expressar o anseio concreto de viajar pelo mundo, o grande mundo, perante o qual as habitações habituais e rotineiras são forçosamente precárias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sei que saio do perímetro estrito do filme em questão, é que ele valeu pra mim sobretudo por suas repercussões e prolongamentos subjetivos. Fiz (e repetidamente faço) a experiência do Anticristo; recontar, analisar artefatos externos, nesses casos, me é uma questão secundária e dispensável, e elaborar mentativamente razões pra ter gostado ou desgostado, chega a me soar um pouco ridículo. O Anticristo, fora da tela, na minha existência, como o siamês irmão demoníaco do Eu das minhas expectativas culturais, ideais, racionais. O sexo, a morte. O prazer e o castigo. Doença venérea, doença de vênus. Camisa de força de vênus, prisão do jorro do gozo. A mulher bruxesca, poderosa e arrebatadora, visceral e violenta, que declara -sacerdotisa arcaica sob as vestes de citadina do século XXI- que "a natureza é a igreja de Satã". Acusaram o filme de misógino, por veicular a mulher à idéia de Mal, indiretamente legitimando a caça medieval às bruxas. Bobagem. Como chamar Dostoiévski de homicida em potencial por ter criado Raskolnikóv. O grande criador menos fala do que "é falado" por potências maiores que si mesmo, e que em nada pagam tributo ao bem e ao mal das cartilhas morais. Von Trier, falado por sua depressão, que é o mal de nosso tempo, trouxe à tona -ou se deixou ser refém de- gênios que estão no cerne de nosso impasse histórico: este é o tempo do Anticristo, as velhas esperanças ingênuas e utópicas desabaram. Eden virou Hell. O caos reina, como diz o animal numa das cenas mais sinistras do filme, ou risíveis (muitos na platéia riem como forma de defesa). Resta saber se viveremos esta vasta enantiodromia (reversão) psíquica como uma "solução final", o fim da História declamado e deprimido dos "fuck- you" fukoyamas funcionários do presente, ou como, ao contrário, apocalipse regenerador, integrador do bem e do mal -como poetara o bruxo Raul, é o trem das sete horas, o último do sertão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-441735909234536938?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/09/o-caos-reina.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-3971931311759190452</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2009 12:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-02T06:26:38.902-07:00</atom:updated><title>assentamento espiritual</title><description>&lt;a href="http://www.banagherparish.com/images/2-FrontJesusDesert.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 418px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.banagherparish.com/images/2-FrontJesusDesert.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Temos aqui a importância do 'deserto', não somente na mística da ortodoxia, mas também na latina: é uma espécie de 'espaço' que propicia o treinamento ao indivíduo. Do ponto de vista da tradição latina, as principais características do deserto seriam: a) trata-se de um fenômeno histórico que se repete desde o cristianismo primitivo; b)está presente nas diversas culturas e tradições cristãs; c) é um 'fenômeno' tipicamente bíblico; d) além da realidade geográfica, passa pela experiência histórica de um (ou mais) povo, sendo necessária sua releitura simbólica: esterilidade / fertilidade; incompleteza / completeza; desapropriação / apropriação; caminho / meta; e) a fundamentalidade do relato simbólico de Jesus sendo tentado no deserto (Mt 4; Mc 1); f) Jesus como o deserto dos cristãos; g) Por uma espiritualidade do deserto: dinâmica do provisório e o deserto enquanto escola do Absoluto".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;LUIZ FELIPE PONDÉ&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Crítica e Profecia - A Filosofia da Religião em Dostoiévski.&lt;/em&gt; S. Paulo: ed. 34, 2003, p. 62-63 (n.6)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;«Saiu e retirou-Se para um lugar solitário» (Lc 4,38-44)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Não poderemos nós com razão adiantar que o deserto é o templo sem limites do nosso Deus? Aquele que mora no silêncio deve certamente gostar de locais retirados. Foi aí que muitas vezes Se manifestou aos Seus santos; foi graças à solidão que Ele Se dignou vir ter com os homens.Foi no deserto que Moisés, com a face banhada de luz, viu a Deus. [...] Lá foi-lhe permitido conversar familiarmente com o Senhor. Palavra puxa palavra, dialogou com o Senhor do universo como um homem costuma falar com o seu semelhante. Foi lá que recebeu a vara de prodigiosos poderes. Entrou no deserto como pastor de ovelhas, saiu dele como pastor de povos (Ex 3; 33, 11; 34).Também o povo de Deus, quando foi resgatado do Egipto e libertado dos trabalhos forçados, foi conduzido a locais retirados, refugiando-se no isolamento. Sim, foi no deserto que se aproximou deste Deus que o arrancou à servidão. [...] E o Senhor fez-Se chefe do Seu povo, ao guiar os seus passos através do deserto. Pelo caminho, dia e noite, manifestava-Se numa coluna, numa chama ardente, numa nuvem relampejante, em sinais vindos do céu. [...] Os filhos de Israel puderam assim ver o trono de Deus e ouvir a Sua voz durante o tempo em que viveram na solidão do deserto. [...]Será necessário acrescentar que só chegaram à terra dos seus sonhos após a permanência no deserto? Para que o povo entrasse um dia na posse da terra onde corria leite e mel, foi necessário primeiro passar por locais áridos e não cultivados. É sempre através dos acampamentos no deserto que nos encaminhamos para a verdadeira pátria. Quem quer «vir a contemplar a bondade do Senhor, na terra dos vivos» [Sl 27 (26), 13] vá habitar uma região inabitável. Quem quer tornar-se cidadão dos céus faça-se hóspede do deserto". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Santo Eucher (? - c. 450), Bispo de Lião, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;in: &lt;em&gt;O Elogio do Deserto&lt;/em&gt; (a partir da trad. da Irmã Isabelle de la Source, Lire la Bible, t. 2, p. 109) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3971931311759190452?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/09/assentamento-espiritual.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-6430813392890098071</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2009 20:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-27T14:03:31.123-07:00</atom:updated><title>pega-sus, mata e come</title><description>&lt;a href="http://images.elfwood.com/art/d/e/demon/pegasus.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 533px; CURSOR: hand; HEIGHT: 401px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images.elfwood.com/art/d/e/demon/pegasus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entrei em transe na roda e aos atabaques da macumba do pai Zé Celso Martinez Correa, me juntei à multidão bacante que entoava a um só corpo e voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATUAR&lt;br /&gt;ATUAR&lt;br /&gt;ATUAR PRA PODER VOAR (2X)&lt;br /&gt;MEU CAVALO TÁ PESADO&lt;br /&gt;MEU CAVALO QUER VOAR&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-6430813392890098071?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/08/pega-sus-mata-e-come.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-6034258654127964525</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2009 15:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-24T18:18:47.246-07:00</atom:updated><title>de nelson rodrigues a nerso da capitinga</title><description>&lt;a href="http://empaz.org/dudu/images/du_art_sobrino.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://empaz.org/dudu/images/du_art_sobrino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oyZHOlNTlGU/Sl0FLkfdmyI/AAAAAAAABJM/KwtnUWvOPyY/s400/2331830273_5513c60598_o.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Excelente o artigo do professor José de Souza Martins, sociólogo da Universidade de São Paulo, ontem no Estadão (cf. abaixo). Martins é hoje mal-visto em muitos setores progressistas da sociedade civil, como se tivesse "traído" os ideais de esquerda ao aderir com entusiasmo ao governo FHC, de quem era grande amigo e devedor de uma preciosa indicação para prestigioso cargo na Universidade de Cambridge.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;E uma amiga antropóloga bem advertia, numa conversa nesta sexta, que esse tipo de incompatibilidade ideológica acaba legitimando, em muitos casos, o manjado expediente da pirataria intelectual. Já que citar o velho Martins, o professor vindo da fábrica, e outrora engajado nas lutas camponesas e operárias, ficou "feio", ante o novo e "deslumbrado" Martins pós-Cambridge, então por que não lhe roubar as idéias e rebatizá-las como nossa invenção da roda?? Os escritos pró-movimentos sociais, prosseguia minha amiga, estão repletos de argumentos e conceitos de Martins, só que ele, porque agora "persona non grata" na esquerda, tem de ser silenciado... e expropriado! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;em&gt;Se há guinada no pensamento de Martins, ela deve ser investigada mais a fundo, sem a miopia ressentida dos que procuram motivos baixos em tudo (como se a própria estatura desses anões devesse ser parâmetro para mensurar os objetos de seus ódios mal-resolvidos, anões de bombas gigantes como o armário de recalques de onde eles as retiram).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Ao meu ver, o Martins de ontem, de hoje, de sempre, segue sendo uma leitura urgente para intelectuais decentes, de "direita" ou de "esquerda" (ahhh, velhos rótulos...). O artigo a seguir mostra bem o porquê. Não é Martins que mudou, mas é a sociedade que se acanalhou, na política, academia, nas igrejas, em todo lugar. Ou será que são instâncias que voltaram a ser o que sempre foram? Quanto ao Vaticano não restam dúvidas. João XXIII e seu legado libertador são uma solitária rosa no asfalto, pisoteada pela cambada de covardes que escondem no nome de Cristo suas taras e mentiras. E assim como na cúpula, na base da religião católica o retrocesso é patente, pela mordaça que vem sendo imposta desde que o papa nazista chamou Boff para a cadeira da Inquisição. O triste é ver que um dos frutos daqueles parênteses de sonho no modo brasileiro de ser apodrece, ou seja, se sarneyza: o PT, traidor de suas raízes populares e religiosas (as belas CEBs, experimento de cidadania) e rendido a uma lógica de eficácia, do sucesso, de perpetuação de poder, fodam-se escrúpulos e o imperativo da transformação moral e política.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Os fascistas, colaboracionistas, oportunistas ou simplesmente "idiotas úteis" estão na moda, ou se sentem assim, ou se representam assim, para outrem e para si. O assim chamado pensamento de direita, que está longe de ser burro, quando bem sustentado, abunda em epígonos, mas se mediocriza em substância. Precisaríamos nesse campo, até pra que o debate de idéias retomasse sua relevância, de mais nelson rodrigues do que nersos da capitinga, jecas deslumbrados  de terno dark e bermuda de bolinhas furada e meias soquete marrom. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Martins não é nem uma coisa, nem outra. De modo algum é um deslumbrado, menos ainda um homem de direita. É um pensador relevante (caso raro entre nós) e provocante, fiel ao que é definidor do legado cristão-iluminista e portanto esquerdista, ou seja, o espírito crítico, sem hipocrisias (não há cor "legal" pra hipocrisia, seja vermelha, negra ou arco-íris) cobrando com coragem o retorno à dialética histórica autêntica e ao compromisso pela ruptura com o regime da fome de todos, não aos conchavos pela pequena ascensão de imensas barrigas egoístas de uns poucos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eis a depuração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José de Souza Martins*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída de Marina Silva do PT amplia o elenco das perdas identitárias que vem drenando de seus quadros algumas de suas figuras mais emblemáticas: Luiza Erundina, Cristovam Buarque, Heloisa Helena. Na sua diversidade, são nomes expressivos na relação do Partido com setores moralmente sensíveis da sociedade brasileira. Faces visíveis de alguns dos grandes eleitores ocultos, decisivos na trajetória de qualquer partido político.&lt;br /&gt;O PT é uma frente partidária que vem se estreitando. Nasceu como coalizão de tendências políticas e sociais de perfis muito desencontrados. Nasceu dos descontentamentos residuais em relação a partidos e tendências, de esquerda e conservadores. O PT se constituiu numa organização partidária fracionada mas articulada, em cujo interior podem ser identificadas duas grandes facções que são as protagonistas de sua dinâmica e de sua crise atual. De um lado, a facção do poder, dos que, em linhas gerais, procedem da esquerda convencional e do aparelho sindical. De outro lado, a facção religiosa que, mesmo tentada pelo demônio do poder, só tem legitimidade quando expressa o profetismo cristão, particularmente o católico, tão forte em nossa cultura popular.&lt;br /&gt;Nesse embate, o profeta invisível se alça contra o rei, aponta-lhe o dedo, questiona-o em nome da verdade do povo, derruba-o moralmente em nome da utopia de um tempo de fartura, justiça e esperança. Nesses dias, um dos desiludidos com o PT disse que o partido jogou a moral no lixo. Na verdade, no lixo jogou mais do que a moral. Jogou a utopia que lhe deu cerne e estrutura, jogou sua própria alma. O PT oportunista corrompeu a identidade do PT inovador, o dos novos sujeitos da política que nasceram das exclusões cujo sentido se deu a ver durante os tempos repressivos da ditadura militar.&lt;br /&gt;Lula, oriundo do sindicalismo de resultados e não propriamente do sindicalismo de luta, tornou-se um líder carismático porque em grande parte refabricado na mística do grupo de origem religiosa e, também, nos setores de esquerda que estavam ansiosos pelo poder para demonstrar sua competência como gestores não capitalistas do capital. Foi o modo de fazer com que o que era igual parecesse diferente. Seu carisma protegeu-o não só contra os descontentamentos populares em face de desregramentos como o do mensalão, e os possíveis descontentamentos das elites, mas sobretudo contra os descontentamentos no interior de seu próprio partido. A consequência tem sido o fortalecimento de seu absolutismo, o que se manifesta particularmente quando age como porta-voz da convenção partidária que não houve, do seu e de outros partidos, ao indicar Dilma Roussef como candidata à Presidência, Ciro Gomes para o governo de São Paulo e Henrique Meireles para o governo de Goiás. Hoje o PT é governado pelas conveniências do poder.&lt;br /&gt;No entanto, o poder impôs ao PT a missão de transformar-se em partido político, o que tem implicado abrir mão de sua rica diversidade ideológica e suas conflitivas ideologias internas. As expulsões e desligamentos resultam desse processo de depuração, para que o partido faça de conta que continua sendo o mesmo para ser o oposto do que dizia ser. A crise de oportunismo que estamos vendo é a crise de nascimento do novo PT. Se o PT nasceu batizado como partido popular e religioso, está agora passando pelo rito do crisma, tendo como padrinhos Sarney, Collor, Jucá, Calheiros. Renasce modelado segundo as exigências de uma concepção retrógrada e rústica do poder, tendo como referência o reacionário oligarquismo da dominação patrimonial e o fisiologismo que lhe é próprio. Na rendição, ninguém escapa nem Aluísio Mercadante nem Ideli Salvatti cujos radicalismos se perdem na satanização do outro, na incompetência para a radicalidade, a de ir às raízes dos fatos e expô-las. Tornaram-se meros cúmplices.&lt;br /&gt;Parasitando os movimentos sociais, o PT esperava transformar-se num sucedâneo civilizado do populismo rural e urbano. Aliou-se aos partidos e às figuras exponenciais do nosso atraso político na esperança de apossar-se de seu eleitorado. Mas na dialética desse tipo de interação acabou parasitado. Na sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania para ouvir a sra. Lina Vieira, alta funcionária técnica do governo, recém demitida no confronto com a ministra da Casa Civil, a candidata de Lula à Presidência, o que se viu foi o governo do PT sendo defendido na primeira fila pela tropa de choque do oligarquismo e do fisiologismo. O partido substituído e representado por aquilo que foi no passado objeto de sua crítica e de sua contestação. E não faltou um PT policialesco, na retaguarda, inquirindo a depoente como se estivéssemos no tempo da ditadura, como se fosse ela que tivesse que explicar os arranjos que fazem do PT o que ele é hoje. Os ingênuos dos dois lados do embate não se deram conta de que a depoente, sem nada dizer, fê-los engalfinharem-se contra e a favor do que era até então um mero fantasma, o fantasma de Dilma Roussef, dando-lhe corpo e alma. Nem mesmo faltou a palavra inoportuna do presidente da República na tarefa que não lhe cabia, a de defender sua criatura desqualificando a funcionária.&lt;br /&gt;O fato de que Marina Silva já apareça como opção eleitoral antes mesmo de ser oficialmente candidata, dá bem a medida da ansiedade que setores ponderáveis do PT e do eleitorado têm por uma candidatura que represente o retorno aos valores que deram carnalidade a Lula. O fenômeno Marina Silva é o primeiro e poderoso indício de que o carisma de Lula tem sido silenciosamente abalado em seus fundamentos, mesmo que as pesquisas de opinião dêem-lhe altas porcentagens de apreço popular, que não é a mesma coisa que opção eleitoral e partidária. Por outro lado, ao revelar que Ciro Gomes tem o mesmo índice de opções da candidata de Lula, as pesquisas indicam que a perda do seu carisma se desdobra também aí, na imaterialidade política da candidatura de Dilma Roussef, mesmo com as poderosas verbas do PAC. Ou, talvez, por isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Dentre outros livros, autor de A Sociedade Vista do Abismo (Vozes, 2008), A Sociabilidade do Homem Simples (Contexto, 2008), A Aparição do Demônio na Fábrica (Editora 34, 2008), Fronteira – A degradação do Outro nos confins do humano (Contexto, 2009). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-6034258654127964525?l=unzuhause77.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://unzuhause77.blogspot.com/2009/08/de-nelson-rodrigues-nerso-da-capitinga.html</link><author>noreply@blogger.com (Unzuhause)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>